18 de julho de 2011
Manhosa, gatinha!
Vem ficar mais perto dessa esquina mais que manjada, vem descobrir que nessa escuridão toda a luz que brilha é pelo encontro dos nossos miados. Mas vem andando naquela elegância toda que só você sabe ter pra impressionar aquele gato vagabundo, vem e mostra o poder que você tem nessas garras e agarra logo esse destino tão destemido de patadas. Metida, esperta e apaixonante, essa gata deixa todos nessa rua com sede de banho, todos querem experimentar e ela adora enciumar o Gato de Botas mais pilantra do bando. Com toda essa sedução, com toda essa produção, o bichano caiu de quatro por essa manha e só quer saber de acompanhar o gingado dessa manhosa viciante. O malandro mudou todo um mundo, parou toda uma história vazia pra que ela preenchesse com mais do que sete vidas a sua própria vida.
Não corra mais atrás de explicações vazias, vem conhecer milhares de trilhas que eu sei fazer inspirado pela sua exuberância.
Jota Cê
15 de julho de 2011
A vida me presenteou e me permitiu soltar palavras que eram presas dentro de mim. Esse momento mágico teve dia e hora pra acontecer e se multiplicou por tantos meses que me orgulho tanto de ter essas lembranças lindas em todos os sentidos. Com desentendimentos e afastamentos, que aconteceram sempre, eu percebi que não me vejo longe desse universo da escrita, não me vejo longe nem do Néctar, nem do Rosas e nem do Papel. Fui tão bem recebido por esses espaços, que acolheram tão bem minhas declarações e desabafos, que venho hoje aqui pedir perdão por todas as vezes que envergonhei todas as palavras doces aqui já escritas trocando-as injustamente por absurdos que magoam profundamente. Me sinto dono, me sinto filho, sinto que sou uma extensão tão verdadeira de cada canto dessas configurações que choro só em escrever essas palavras.
Respeito muito esse espaço e me curvo em honra às explosões que tanto enfeitaram meus dias através do que eu lia e ainda lerei nos nossos blogs.
Jota Cê
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13 de maio de 2011
Você é você mesmo?
Quantas pessoas já encostaram a cabeça no ombro da reflexão e perguntaram: "Quem sou eu"? Já parou para pensar quantos de você tem que ser no decorrer da vida? Porque tem momentos que somos o que as pessoas, ao nosso redor, querem que sejamos. Há muito tempo tirei a toalha da mesa e coloquei meus pé,s sem titubear. Mostrei minha verdadeira face e nunca mais quis mudar. Quem gosta de mim nem ligou pro meu berro de liberdade, mas quem me olhava de cima a baixo evitou o meu olhar. E olha que faz muito tempo, aprendi cedo, que tenho que ser quem sou sem constranger, muito menos podar o meu jeito de ser.
~*Rebeca*~
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10 de maio de 2011
Penso que conteúdo seja tudo aquilo que eu consiga assimilar e passar adiante. E tendo esse pensamento, acho que quase tudo se engloba nessa definição.
Jota Cê
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22 de março de 2011
Culpa
Minha Mãe se foi e ando sentindo uma culpa devastadora por ter que continuar a viver essa minha vida em um corpo saudável. Espiritualmente estou morto, mecânicas são minhas ações e minhas reações ficam inertes dentro de um momento que me atormenta. Me sinto culpado quando tenho que resolver problemas, quando vejo que o mundo continua girando, quando tenho que comer, quando acordo, quando vejo que tenho sono e durmo 8h seguidas, quando respondo que estou bem, quando prometo não me isolar, me sinto culpado até mesmo em estar escrevendo este texto.
Essa culpa covarde me consome e no fundo dou total razão a ela.
Jota Cê
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15 de março de 2011
Ligação para minha mãe
Alô, mãe? Tá escutando? Só escuta, tá? Saudade da porra, pense! É, sei que não gosta quando fico desbocada, mas tem jeito não, essa sua filha que expressa palavras feias tem uma saudade poderosamente linda da senhora. Hoje faz três anos que nasceu nesse novo mundo espiritual e sabe o que todos os dias penso, mãe? Penso assim: O que será que a Joaninha está fazendo agora? Ah, deixa dizer, papai vai fazer um cirurgia no braço, rompeu todos os ligamentos, inventou de puxar boi, correndo vaquejada e deu isso. É, o Olavinho não anda mais o mesmo, mesmo ainda novo, dá pra ver que o tempo castiga, é dor em todo canto, mas continua bonitão. Outra coisa, fiz uma polissonografia no Matheus, médico passou, coisa de rotina, ainda não recebi o resultado, mas tudo vai correr bem. Fred e Luciana foram morar em São Paulo, fui no apartamento novo deles e é a coisa mais linda, aconchegante, logo que abrimos a porta vi uma foto sua tão serena, deu vontade de chorar, mas não chorei, juro. Só que quando passei em frente ao Incor, não deu pra segurar, lembrei daquele pet scan que fomos fazer lá quando a máquina no Sírio inventou de quebrar, chorei mãe, mas não deixei o Fred perceber, juro de novo. Tá, tá, sei que não gosta quando eu juro, mas jurar é uma forma de demonstrar que minha palavra tem honra. Vai entender, né? Me diz uma coisa... se eu pedir pra senhora me visitar hoje em sonho, será que dá certo? Queria sonhar como é por aí, tipo um city tour da sua nova morada, será que pode? Conversa com o pessoal e diz que sonhar é uma possibilidade confortante para quem fica por aqui.. ah mãe, insiste, por favor! Que saudade do seu cheiro, minha mãe. Que saudade... saudade boa essa que sinto hoje, saudade que não machuca, saudade que vem acompanhada de um sorriso, saudade grande, saudade... Tenho que desligar, a ligação pro espiritual custa uma eternidade que um dia eu pago. Eu te amo, mãe... beijo.
~*Rebeca*~
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13 de fevereiro de 2011
2 de fevereiro de 2011
Pra quem quiser manter contato
30 de janeiro de 2011
















