Pap-Pel de Papel <META content="MSHTML 6.00.2900.2604" name=GENERATOR><!-- --><style type="text/css">@import url(http://www.blogger.com/static/v1/v-css/navbar/697174003-classic.css); div.b-mobile {display:none;} </style> </HEAD><BODY>
30 de outubro de 2007


Amanheci pedindo benção. Preciso ser mais e mais, bem mais abençoada do que já sou. Pena que ninguém sabe que pedindo, somos ouvidos de alguma forma, caindo lá de cima, paz em forma de oração. Mas cada um tem um eu oculto dentro da pessoa imoral que habita em nós. Temos segredos jamais revelados e nem sob tortura confessamos o que se passa dentro de uma cabeça cheia de sacanagem. Pois é, ando safada, ando sacana, pensamentos insanos e vontades insaciáveis. Livra-me, Senhor! Tira de mim essas safadezas que rondam meu corpo torturando minha mente.

Essa ejaculação de plenitude tem que ser precoce. Preciso gozar a vida e relaxar nos braços da paz.

~*Rebeca*~

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14 de outubro de 2007


Ando sem vontade de escrever. Será que isso quer dizer algo? Sou uma donzela meio que rebelde em certos aspectos. Pra mim, é tudo ou nada. Não sei ser meio termo, juro por Deus que está no céu. Não sei dividir nem água quando alguém fica com sede, quanto mais atenção. É meu povo, sou "dexe geitú"! Conviver com a criaturinha aqui não é fácil. Sou um terror na vida de qualquer cidadão quando invoco numa situação. Faço de tudo, num sabe? Sou o céu e o inferno em questão de segundos. Mas esse é meu jeito, essa sou eu. O mínimo que posso fazer é me aceitar do jeito que sou e correr p abraço. Já tentei todo jeito, toda situação, toda estratégia, para transmitir paz pra quem convive comigo. Só que o negócio é sério! Nem eu estou me aguentando e não quero que "seu ninguém" se sinta na obrigação de fazer sala, muito menos sentar na cadeira. Sabe quando você anda com tudo conspirando contra? Menino, é muita coisa numa vida só. Nem sei como aguento esse rojão todo. Sabe, nem adianta escrever nada bonitinho, cheio de amor, se no final, tudo termina em buchada. Aí fico cá comigo pensando: será que fui um ser humano bacana em algum momento nessa vida falsa? Eu lá sou mulé de ser boazinha pra ninguém! Sou uma cobra cheia de veneno e pronta pra dar o bote, sempre que o bicho pega. Sou opressora e possessiva e nada posso fazer contra mim mesma. Já tentei de tudo no mundo, creia nisso. Já contei de 1 até 1001, já fui dormir mais cedo pra tentar não entrar em assunto polêmico, mas não tem jeito. Oura, posso fazer nada não. Eu lá vou ficar brigando contra a fera que se esconde em mim, vou nada. Cansei de lutar contra algo bem maior e nunca ganhar. Eu não mudo, nem sei se quero mudar. Esse é meu jeito e convivo com o fdp há 32 anos. Amo, amo demais. Só que amar demais é uma arma fatal quando eu sou a dona dos sentimentos. Vira uma chacina sanguinolenta de bem-me-quer contra mal-me-quer.

Tropa de elite? Chumbo grosso mesmo, pois aprendi que guerra é guerra. Primeiro mata, pra depois saber se era bom ou mau.

Ando matando é tudo...

...até amor quase perfeito.

~*Rebeca*~

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7 de outubro de 2007

"(...)Três coisas facilitaram que ela achasse a vida muito divertida: o óculos escuro vagabundo que ela ganhou no casamento, as havaianas pra quando o pé cansasse e o fato de que a noite ia começar quando o dia já estava para nascer. No elevador ela se achou absolutamente linda. Coisa que só achava nessas situações em que ninguém poderia saber o que ela estava fazendo. Ela se transformava em personagem para enganar a vida chata e todas as suas imperfeições.(...)Enquanto alguns corriam, ela só queria parar. Parar em algum braço, em algum abraço. Parar finalmente. E tomar o banho quente e comer pão de queijo. E ter abraços permitidos para sempre. E poder reclamar do frio para sempre. Ela só queria se sentir quente, ainda que fosse de despedida. Ela sabia que era amor de um dia e tinha topado, mas não aceitava que o amor de um dia tivesse acabado sem amor. (...)"

Tati Bernardi - Delivery

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"Só percebeu que o verão tinha acabado quando viu as folhas do calendário da cozinha caindo sozinhas, amarelas, espalhando o ontem pelo chão."

André Gonçalves

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