Pap-Pel de Papel <META content="MSHTML 6.00.2900.2604" name=GENERATOR><!-- --><style type="text/css">@import url(http://www.blogger.com/static/v1/v-css/navbar/697174003-classic.css); div.b-mobile {display:none;} </style> </HEAD><BODY>
29 de janeiro de 2008


Com uma dorzinha no coração, quero dizer que estou dando um tempo no blog. Não sei se é por muito tempo, por pouco tempo, ou tempo algum.

Deixo um pouco de mim, da minha essência, da minha forma simples de ver e sentir a vida.

Sempre será meu verbo: SENTIR.

Eu sinto...

Beijos jogados no ar, sempre.

~*Rebeca*~

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28 de janeiro de 2008






Quem sou eu?


Ah meu fí, faz tempo que a donzela aqui faz essa pergunta e nada de resposta imediata. Já parcelei e nada de desvendar a prazo. Só sei que sou uma mulé que é entupida até o talo de problemas, mas sabe coméquié, né?! Sou apenas mais uma brasileira e não desisto nunca. Pras bandas do Ceará, o ditado muda. Fica mais ou menos assim: DESISTO É PORRA.


Só sei que sou gente boa, boa gente e um pouco raivosa. Isso não é vantagem pra ninguém ter os nervos à flor da pele. Pelo contrário. Mulézinha assim como eu, sofre pra dedeu. De vez em qdo fico com o chorador frouxo, só que o fogo na venta seca qualquer tipo de lágrima que desce redondo.


Tenho meu lado humano, amigo, sei o meu lugar e jamais vou invadir o seu. Respeito a vida e a individualidade de cada um. Seja amigo, seja inimigo, seja E.T, seja até a loira do banheiro. Só que não entre onde não foi chamado. Tenho meu lado romântico, sonhador, puro até. Gosto de pessoas que fazem a diferença. Que sabem transmitir luz, muita luz. Tenho medo amuado de escuro.


Não quero ser mais uma besta que faz um about mais besta ainda pra mostrar personalidade de merda. Eu apenas tive vontade de escrever essas palavrinhas e escrevi. Não suporto criatura que se promove. Que se acha o máximo e a melhor. Ninguém precisa ser melhor pra ser interessante. Até porque o simples atrai a mais sofisticada das criaturas.




Muito Axé!




~*Rebeca*~


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27 de janeiro de 2008



Há algumas semanas assisti "P.s. I love You". O filme foi baseado no livro de Cecelia Ahern e mais comovente, impossível. Conta a estória de um casal que estão casados aproximadamente 10 anos e mesmo com todo esse tempo, o amor continua adolescente. Só que por ironia do destino, Gerry tem uma doença cerebral e morre. Holly tem que continuar, mas a melancolia e as marcas do passado ainda continuam vivas. De repente, Holly começa a receber cartas do seu marido. Ele programou tudo, absolutamente tudo. O aniversário dela, viagem com as amigas, até karaokê que ela tem pavor. Ela recebe 10 cartas e todas no final: P.s. I Love You. Os dois tinham suas diferenças, brigavam como qualquer casal normal e ainda de quebra, sentiam amor incondicional um pelo outro. Até que chorei nesse filme.
Um homem como Gerry: encantador, amigo, leal, apaixonante. Uma mulher como Holly: frágil, insegura, cheia de medos e uma saudade do homem que ama sem tamanho. Só que Gerry fez Holly virar o jogo da vida dela. Ele proporcionou a segurança que ela precisava. Os medos foram embora e pela primeira vez, depois de muito tempo, Holly dá direção a vida que leva.

A lição que levei desse filme, é a que todo mundo sabe, mas não coloca em prática. Como disse nosso grande Renato:

"...é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã..."

~*Rebeca*~

P.s.: I Love You.
(até o fim)

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"Percebi que mesmo se continuássemos falando até o dia do Juízo Final, eu acharia que o tempo era curtíssimo."

Simone de Beauvoir

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"Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com quem pretende um relacionamento?", perguntou a jovem jornalista, e respondi: "Aquela que se esperaria no melhor amigo."

Lya Luft - Sobre a amizade

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"(...) Gosto, no entanto, da sensação da felicidade. E gosto de oferecer essa sensação da felicidade às pessoas. Para isso, estou aprendendo a esticar esses momentos felizes ao máximo possível. Mesmo que haja em mim esse sabotador interno, que quer foder com tudo a todo custo. Mesmo que eu tenha essa cara de quem não está achando graça em nada. (...)"

Fernanda Young - Trecho tirado do livro: Tudo que você não soube

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21 de janeiro de 2008


"Ele parecia perdido naquele campo florido. Era primavera, e a quantidade impressionante de borboletas acabou chamando a atenção de alguém que há muito tempo só via o nada.Sentado, ele sentiu uma dessas borboletas se aproximar. Suas cores se misturavam, transformando-a numa aquarela voadora. Seus olhos brilhavam, o transformando em um espectador de seu pouso.Ela parecia conhecer aquele lugar. Era sua casa, e o caminho que resolveu seguir foi o mais curto e o mais bonito, caminho que só ela conhecia. Ao passar entre árvores, borboletas voaram ao seu redor, e a guiaram até outra borboletinha, que tomava conta do seu futuro amor."

Fernanda Areias

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"(...) Vida é corrente sanguínea pulsando no corpo como um rio.
E pele envolvendo tudo em contorno. (...)"

Viviane Mosé

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"Ela sentou-se na frente do computador do seu trabalho. Por falta de algo mais urgente para fazer, começou a divagar sobre os primeiros dias que passou na tal da pequena cidade onde agora se encontra. De todos os episódios, um saltou aos olhou, se balançou no trapézio da mente e gritou: aqui há uma historia!"

Clarice

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18 de janeiro de 2008


"(...)Eu ainda me olho no espelho e vejo as mesmas imperfeições de antes e o meu cabelo não amanhece lindo como nos comerciais de TV. Mas hoje eu vejo uma pessoa nova dentro de mim. Essa pessoa é linda porque é ela. Ela exatamente como ela é e não tenta maquear com blush e corretivos as marcas que a vida já lhe concedeu.Olho para as pequenas rugas de expressão que já surgem no meu rosto e os cabelos brancos que, antecipadamente, ameaçam nascer e lembro, com orgulho, que vivi. Erros ou acertos, não importa. A vida é urgente e não dá pra voltar atrás em todos os tropeços que damos. Não dá pra rebubinar a fita, tampouco apertar o delete do teclado. O grande aprendizado é olhar para frente e seguir adiante porque nada volta... e na próxima esquina poderá encontrar uma flor... ou uma pedra. Só depende de você. Ninguém pode limitar a nossa felicidade ou dizer até onde devemos ir. Nem nós mesmos.(...)"

Juliana Pestana

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"Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se a si mesmo como o gato."

Artur da Távola

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"(...) Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada."

Miguel Torga

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16 de janeiro de 2008


Gosto dos textos da Tati não pelo conteúdo, porque ela assim como eu, escreve como fala. Adoro a profundidade de um lindo poema. Amo ler o que alimenta a alma. Só que vibro quando falo puta que o pariu e escrevo da mesma forma. Não gosto de pessoas que fazem um estilo. Pessoas que usam o lado intelectual de merda, pra mostrar o que existe de melhor. Só que essas pessoas não sabem, que o que existe de iluminado dentro de cada um, é a forma simples e sem frescura que vê a vida ao seu redor. Sabe como enxergo pessoas que fazem pose de sabidas? Vejo que usam perfume alma de flores por não ter dinheiro e quando ganham um dinheirinho, compram a caixa toda.

Não sou limitada a um comportamento.

Eu vivo minha vida e quem tiver ao meu redor que entre no ritmo certo do meu compasso.

~*Rebeca*~

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"(...) E sorte de quem tem uma boa vida sexual associada a um amor verdadeiro. Essa soma sim é a verdadeira busca da vida. Que caminho de Santiago que nada. Que meditar em cima de uma montanha que nada. Já viu alguém que está super feliz no amor e trepando alucinadamente sumir para encontrar seu verdadeiro eu? Isso é coisa de quem ta na seca ou acabou de levar um pé na bunda. Entre um belo corpo nu e um tronco, só um babaca vai preferir trocar energias com a árvore. (...) Eu lembro que uma vez estava caminhando na praia e vi uma bolinha de frescobol atingir uma gordinha mal humorada. Ela esbravejou. Ameaçou bater no moleque. Tocou o terror. E o pai do garotinho, que estava jogando frescobol com ele, apenas gritou: “a senhora não goza não?” Adorei aquilo. Acho que a violência nada mais é que o desejo sexual reprimido. Nada me tira da cabeça que se todos transassem loucamente o mundo seria infinitamente menos louco. "

Tati Bernardi - Um tratado seríssimo por um mundo melhor

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"As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões

E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.

É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas

Muitas mulheres tranformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos

As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração"

Daniel Faria

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14 de janeiro de 2008


"ontem de manhã quando acordei
olhei a vida e me espantei
eu tenho mais de vinte anos
e eu tenho mais de mil perguntas
sem respostas
estou ligada num futuro blue..."

Sueli Costa e Vitor Martins - 20 anos blue

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11 de janeiro de 2008


Alegria – Bloco de carnaval que não liga se não é fevereiro.
Bondade – Aquilo que sai do coração quando a torneira está aberta.
Certeza – Quando a idéia cansa de procurar e pára.
Dor – É tudo aquilo que dá vontade de dizer “ai” lá de dentro do peito, seja topada, perda, cascudo ou abandono.
Encontro – A reunião formada pelo que procurava, pelo achado e pelo acaso.
Fidelidade – Um trato que você faz com você mesmo de cumprir os tratos que você fez com os outros.
Gula – Quando chocolate é mais importante que espelho.
Harmonia – Quando os olhos, os ouvidos, a boca e o coração sorriem ao mesmo tempo.
Irritação – Um alarme de carro que dispara bem no meio do seu peito.
Joaninha – Bichinho que deve ter nascido num dia em que a Criação estava especialmente bem-humorada.
Loucura – É coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.
Mãe – É aquilo que dá vontade de gritar quando a gente não sabe o que fazer.
Namoro – É quando o universo inteiro em volta importa menos que o abraço.
Ousadia – É quando o coração diz para a coragem “vá” e a coragem vai mesmo.
Perdão – Quando o Natal acontece em maio, por exemplo.
Quase – É o curinga de toda incerteza.
Recordação – Quando um pedacinho do passado volta ainda mais enfeitado.
Sentimento – A língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Trégua – Um pedacinho de paz espremido entre duas lutas.
Urgente – Algo que não dá tempo de fazer xixi primeiro.
Vontade – É um desejo que cisma que você é a casa dele.
Xeque-mate – Quando só resta ao rei imitar o poeta e pedir um tango argentino.
Zangado – Um anãozinho da Branca de Neve que baixa na gente de vez em quando

Adriana Falcão, verbetes do livro Pequeno dicionário de palavras ao vento

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"(...) a liberdade certamente não consiste em poder escolher o amado numa lista de pretendentes. Amar tem mais a ver com “encontrar” do que com “escolher”. (...)"

Contardo Calligaris, trecho do texto Liberdade para o quê?

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"(...) No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera. (...)"

Clarice Lispector - trecho do conto "Amor".

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4 de janeiro de 2008


Toda vez que vou postar tenho que me controlar muito, pra não encher com imagem de pé, sapato, sapatilha, etc e tal. Parei pra pensar e fiz uma reflexão dessa minha obsessão. Cheguei ao seguinte veredicto: Sou realmente pé no chão. Autêntica. Dou a carinha linda de mamãe a tapa, mas também dou minhas mãozadas. Mesmo assim, continuo gostando de pé. Nem tenho o pé bonito, mesmo com meu 35/36. Nem quero ter pé bonito, num sabe? Quero ter leveza na alma. Quase um pé de valsa na transparência que tento transmitir. Só que não entendo certos comportamentos de pessoas que valorizam o corpo todo. Amo os detalhes e as imperfeições que nossa máquina possui. Máquina podre que com menos de 24 horas fede, se o coração flop-flop não bombear. Amo por vez, não sei amar de baciada. Têm dias que deixo o pé de lado e vou amar a ponta da orelha. Outros dias, vou idolatrar a dobra do joelho. Adoro cheirar o olho. Sou viciada em chupar a língua. Só que o que me deixa bamba é decifrar a personalidade. Uma personalidade gostosa, me deixa de quatro. E ele? Ah, personalidade do meu homem me deixa acamada. Muitas vezes febril. Tantas outras pegando fogo. Detalhe, cheiro, textura, gosto. É isso que me fascina e me deixa desnorteada. Mesmo trêmula, os benditos pézinhos ficam firmes. Porque é assim que ele gosta. Ele treme todo em saber que confio nele. Só que derreto inteira, as pernas falham, quando meu homem diz: Eu te conheço na palma da minha mão.

Aí me pergunto:

Não seria na ponta do pé?

~*Rebeca*~

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