
Aprendi que é melhor ser cômica que ser trágica. Corri na geladeira e comi metade da metade do ovo de páscoa. Nunca estive tão gorda, tão conformada e tão desanimada. Para os desavisados, eu sou linda de todo jeito. Mais uma vez a inveja de ser uma linda-gorda, veio. Eu me amo, eu sempre fui mais eu. Nunca fiquei sozinha pelo peso que carrego. Eu acho que é moda. Moda da leveza de espírito, moda à moda da casa e moda de ser besta e rir das desgraças dessa vida bandida. Nesse momento, viro uma pluma e saio de perto. Viajo pra dentro de mim e só volto quando tudo acalma. Só fico sabendo que tudo passou, quando começam a gritar por mim. Volto à tona e dou meu sorriso lindo com direito a buraquinho na bochecha.
Tanto buraco que preciso urgente preencher pelo menos um...
...
...
aquele amor, que tu adora.
~*Rebeca*~
Adorooooooooooo! Clica aqui: Norah Jones - What Am I To You?
-

Numa quinta qualquer, idealizo uma sexta melhor. Que reaprenda a sonhar, que saiba acolher esperança e receba de braços abertos, uma certeza de que tudo vai melhorar.
Vida escorregadia, ando travada, me empurra?
~*Rebeca*~
Adorooooooo, Clica: Noite Ilustrada - Ainda é tempo
-
Marcos Lima, cantando Gonzaguinha, música gostosa.
Escuta comigo?

"(...)Agora, o vento há de contar a história a quem puder ouvir, mas uma única vez, depois eu estarei nos quartos do efêmero, e a vida seguirá seu rumo. Provando não precisar de mim!"
Doca Soares
Clique aqui: Cibelle Cavalli - Esplendor
-
"Profundamente a ponteira aperta o peito,
Rayanne
Clique aqui: Cat Power - Sea of Love
-

"Parto
Para uma nova vida…
Vou ser criadora de pássaros
Vou aprender a voar
Conquistar novas paisagens
E quem sabe
Se saberei criar
Um ninho para me repousar!"
Cecília
Clique aqui: Feist - Limit to your love
-

"Ela sofria de ''desejos tirânicos" e "obsessões ardentes", e ficava consternada por não sentir que controlava seu corpo."
Trecho tirado do livro: Tête-a-Tête
Clique aqui: Benito de Paula - Do jeito que a vida quer - Cigana Luiza
-

Viviane Mosé
Clique aqui: G. - GERALDINOS E ARQUIBALDOS
-

Florbela Espanca - Escreve-me...
Clique aqui: Gilberto Gil - A Linha e o Linho
-
Ô SAUDADE!!!
Ah mãe, por que que eu não fui nesse dia, hein?!
Hoje eu tô chorona, quedê a Sra?
...
Deus cuida de mim, eu sei que cuida, eu.
-

Tudo ao contrário...
Tudo...
Será?
Canta Gil:
"Drão
O amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar n'algum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura
Drão
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Entende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminha dura
Cama de tatame
Pela vida afora
Drão
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre nasce trigo
Vive morre pão
Drão, Drão"
Cibellinha, tu é linda e que voz!
Adoro tu, eu.
"(...) Sou um punk da periferia
Sou da Freguesia do ÓÓÓ
Aqui pra vocês
Sou da Freguesia(...)
Gilberto Gil
-

Rayanne
-

Guimarães Rosa - Trecho do conto: A terceira margem do rio.
-

xico sá - Jornal Nacional do Amor
-
"(...)Sem mãe por perto virei um gatinho medroso. (...)Se eu batesse o carro, ela arrumava. Se eu tivesse febre, ela tirava. Se eu arrumasse uma merda de homem que não me desse valor, ela dava. Se eu chorasse, ela chorava mais ainda, tanto que eu acabava rindo. E se eu sentisse um vazio de merda dentro de mim, ela fazia pão de queijo. Pão de queijo te infla por dentro e resolve esse papo de vazio existencial. (...)Eu era escrota porque tinha mãe. Porque eu me sentia bonita mesmo descabelada, porque eu me sentia inteligente mesmo rebolando pra fazer graça pra ela. Porque se eu acordasse no meio da noite achando que ia morrer, era só ligar que ela vinha correndo.(...)eu só quero que esse Cristo de braços abertos me dê um abraço. Ou que alguém me ofereça um pudim de graça. Ou melhor: quero voltar a ser escrota. Quero voltar a não sentir medo de nada. Quero voltar a dormir embaixo das borboletas. "
Tati Bernardi
-
Sentei e chorei, escutando Elisa Lucinda e Marcos Lima...
"Quase de manhã/ Agora dez pra cinco no Boulevar/ Agora um vazio/ E eu nesse bar/ E o cheiro de conhaque pelo ar/ Quase de manhã/ A Crooner de voz rouca quer me matar/ Com um pout-pourri de mágoas/ Desilusões/ Veneno dos doentes corações/ Agora é hora de voltar/ É hora de tentar/ De comprar o pão/ Que jeito / Deixar a chuva me lavar/ Tentar aliviar/ Quem sabe despertar minha vida/ Sentar no seu portão/ Pedir o seu perdão e chorar.
-

Agora tempo escroto, eu tenho o tempo que quiser. A Vida abriu alas para uma Chiquinha Gonzaga Rebequita passar...
Mãe, sangue é vida...vem correr em mim, vem!
~*Rebeca*~
-
Esse filme, Bonequinha de Luxo, eternizou um momento da minha vida. Antes de colocar o dvd, tive que fazer brigadeiro em troca de cafuné.
Eu te amo, Joana!
~*Rebeca*~
-
Não sei se a ficha ainda não caiu, não sei se é Deus fortalecendo ou se foi a preparação de algo inevitável. Passos largos, caminhadas com várias flores e frutos. Tiro um pedaço e cheiro um momento. Engravidei de um amor e abri as pernas pra passar essa criança , essa esperança, em forma de paz. Parir sentimentos é a mesma coisa que nascer para o mundo. O sopro da vida, tem que voltar para minha vida. Não posso deixar de ensinar o que aprendi:
“Jesus Cristo é minha rocha e fortaleza”.
Amém.
~*Rebeca*~
-
"(...)Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo
Seus fantasmas, seu enredo, seu destino
Toda noite uma imagem diferente
Consciente, inconsciente, desatino(...)"
Lobão
-
Quero mais dor, bem mais, muito mais...
...
[sem anestesia, por gentileza.]
~*Rebeca*~
-

Arnaldo Jabor
-

Fernanda Young - Trecho do Livro: Tudo que você não soube
-

Machado de Assis - Trecho do conto: Uma Senhora.
-

Simone de Beauvoir
-
"(...) - Eu tenho um inferno dentro de mim. Um inferno particular. E se eu tivesse um céu particular, uma eternizade minha, só minha, com tabuleta na porta proibindo a entrada de pessoas estranhas ao serviço? Não seria negócio? Um alto negócio?(...)"Nelson Rodrigues - Trecho do Livro: A Mulher sem Pecado.
-

Clarice Lispector - Se eu fosse eu.
-

Poemas são como roupas pra mim.(...)"
Viviane Mosé
-

Graciliano Ramos - Trecho do conto: Paulo
-

Eugênia Grandet - Honoré de Balzac
-

O Sofrimento do Jovem Werther - Goethe
-
"São só palavras...Apenas palavras pintadas na tela
Palavras esculpidas na matéria
Palavras sem sentido
Se não sentidas
São momentos
sonhos
sorrisos e lágrimas
memorias gravadas
na alma... na pele... no que sou
No que vivo
No que anseio
No que sinto ou invento
Sou mais que palavras
Sou silêncios
Mudos
por vezes calados
Sou gritos
Por vezes escritos
Por vezes dançados
Por vezes pintados
Não sou diferente nem igual
Nem melhor nem pior
Sou o som da musica que escuto
Ou apenas o zumbido de uma abelha
Ou o vento que passa e acaricia a face
Ou aquele que gela o corpo
Sou o ar que inspiro... mais aquele que expiro
Sou as mãos com que escrevo
E alma que me dita
Sou eu mais que ontem... apenas um pouco de amanhã"
Cecilia
-

Agora percebo que não é enfrentar tudo e todos para defender um ideal,
não é ultrapassar todas as barreiras sem fraquejar,
não é seguir firme perante uma multidão revoltada.
Coragem,
é manter-se no lugar sem mudar uma vírgula da história só pelo bem de todos, mesmo que isso implique chorar de dor na alma... "
Woman
-
"Na hora mais bonita da tarde, estamos eu e você. Deitamos sobre os lençóis do tempo os nossos corpos acariciados pelo sol de outrora. Lá fora o mar explode em fúria e o horizonte, essa linha vertebral das águas, permanece imóvel e calmo.Nessa hora mais bonita da tarde eu sinto você respirar no meu pescoço enquanto teus dedos direitos entrelaçam os meus e a tua mão esquerda em concha veste um dos meus seios.E o coração repousa tranqüilo, sem sobressaltos, porque a nossa sede é delicada.Lá fora cristais de sal temperam o final do dia, aqui dentro, o perfume de um quase silêncio adoça o nosso cansaço.Nessa hora mais bonita da tarde, aqui dentro, adormecemos lentamente no encaixe mais perfeito enquanto, lá fora, estrelas começam a cair tão solitárias..."Marla de Queiroz
-
"(...)Agora, quase chegada a hora, ela se pergunta por onde andou nesses 60 dias. Não sabe se fez tudo o que deveria fazer, visitou os lugares que desejava ter visitado, abraçou as pessoas que gostaria de ter abraçado e disse as coisas que precisavam ser ditas. Ela não sabe nem mesmo se sabe o que está fazendo.Anestesia.
Dois meses de anestesia.
Ela senta em frente ao computador, olha a varanda, revê as fotos, remexe na mala. Não, não lhe parece que está indo embora do telhado antigo. Não lhe parece nem mesmo que o telhado é antigo. O telhado que ela tanto quis largar, agora lhe parece adorável..
[Nostalgia é uma coisa que cega. Nos faz deixar de ver as coisas ruins e só nos permite contemplar as maravilhas. Doce miragem...]
Ela pensa. Em tantas pessoas e tantos lugares. Em mil coisas.
Mas não funciona.
O filme continua a adiantar.
Anestesia."
Clarice
-

Mulher-mãe, sedutora, intelectual, espiritualizada,
facetas de um mesmo ser que aparecem - desaparecem no jogo de luzes e sombras.
Escolhe, enterra, desenterra, descobre,
mistura possibilidades, caminhos de SER, encontros consigo.(...)
Pai, Mãe, irmãos, irmãs...
primeiros modelos, referências das construções ao longo da vida do que é SER MULHER.
Que papéis assumir? Quando? Onde? Como?
O que é meu e o que é do outro?
Mulher-executiva, Mulher-Política, Mulher-afeto, Mulher des-afeto...
mulher...
simplesmente mulher.
Mas, que mulher?(...)"
Adriana Marques dos Santos
-

"E então há um lugar para onde vão os sonhos que a gente desacredita, onde moram os anéis que perdemos, os brincos descasados, o pé de meia preferido, o batom engolido pela bolsa. Há um lugar, um sumidouro, para onde são tragados os sorrisos que não voltam, o cheiro do cabelo, um colarinho manchado, o perfume na manga do vestido, teu nome no bilhete, um gosto de vinho grudado na língua. Ficam lá, suspensos numa órbita improvável e inacessível, ao som de três ou quatro frases para sempre repetidas que a gente procura esquecer. E um dia esquece."
Ticcia.
-

"Me abraça? É que vou levantar. Não agora, mas vou. Levantar e explicar tudo isso, prometo. Não agora, mas vou. Deita aqui, apaga a luz. Por favor. Fica em silêncio comigo. Depois que aprendi e olha, doeu tanto aprender, pois depois que aprendi preciso tanto do silêncio. Até mato grilos. Me abraça, vai. Vou levantar logo, tem lua, não sono. (...) Me abraça, não faz doce. Me abraça logo, antes que eu me levante. Eu vou me levantar. Não agora. Mas vou, claro que vou. Eu sempre levanto. Todo mundo sempre levanta. (...) Mas e o abraço? Me abraça. Com os dois braços. Com o peito, as mãos, o rosto. Me abraça antes que eu levante. Porque vou levantar. Não agora, mas vou. Levantar e quem sabe, colocar um salto. Um salto alto. Tu precisa me abraçar antes. Precisa me abraçar agora. Porque este drama? Assim, por uma abraço que nada mais é do que tu aqui, em mim, eu, ai, em ti. Só que tem que ser agora. Por favor. Fica calmo. Eu vou levantar. Eu vou ser feliz, viu? Não agora, mas vou."
Cristiane Lisboa
-

"Se de repente tudo se aquietasse e você pudesse ouvir o que nunca ouve, o que ouviria?A gente se esquece de ouvir.Fala tanto. Reclama e reclama.Da vida, dos santos, da televisão, da mídia, dos políticos, da Justiça, dos filhos, dos pais, dos maridos, das esposas, dos amigos, dos chefes, dos empregados... Sempre falando, sempre pensando, sempre reclamando.(...)A gente sonha cada bobabem. ondas enormes, perigos, enchentes.A gente sonha que há guerras e mortes e foge, foge, foge.(...)Sonha tanta coisa. Sonha acordado. Sonha dormindo. Sonha no sábado e também no domingo.Às vezes, até se esquece de sonhar e acorda pensando o que foi que esqueceu (...)É aquele antigo ponto de vista que sempre ouvimos, mas não levamos em consideração, de que a felicidade está dentro de nós e não deve- ou deveria -depender de fatores externos.Afinal de contas, caso você não se coloque de pé, como serão as coisas?"
"ACORDAR" por Monja Coen
-

Cora Coralina
-

Juliana Pestana.
-

"Eu não posso ser descoberta. Nua assim, sem fazer sentido. Uma peça quebrada dentro de um grande vazio. Torto, áspero. O pensamento que vem até mim é o mesmo que se multiplica e me confunde. Sou um todo bonito sem fazer sentido? Ou toda feiúra que me ata é aquilo ao que não quero dar nome? Quero me ausentar de mim e não consigo. Pois meu raciocínio é mais rápido e me sabota. Porque não quero encarar que sinto raiva e resisto. Registro de infância que é feio sentir medo ou tristeza. A dor é parte da vida. E se a vida é bonita, é também porque aprendeu a sentir dor.
Mas quando dói vem o choro. Se cristalina a lágrima chega e desperta a proeza de se sentir vivo, de se sentir presente, a dor completou seu destino. A dor é boa de ser doída. A vida não presta para quem se ausenta. A vida vive naquele que sabe estar presente. Que delimita seu todo num eu espetacularmente único. Que não abre mão das próprias verdades.(...)
"Ana Margrit
-
Num quarto de hospital, olhando fotos no notebook, vi que há alguns dias eu ainda estava feliz. Não quero me fazer de vítima, nem de coitadinha, nem de nada parecido. Apenas acho que o momento de ser frágil chegou. Correr para o abraço desses bem fortes.
Não é fácil ser filha da mãe. Não é fácil amar uma mulher dessa forma. Não é fácil ter que dizer essa bendita frasezinha: ''Que seja feita a vontade de Deus." Não tenho escolha, tem que ser a vontade dele mesmo. Alguns momentos de tranquilidade, outros de pânico e inferno absoluto. E eu no meio disso tudo, pedindo o céu em forma de consolo. Estou quase sem voz, estou quase sem dormir, estou quase uma jumba de tanto comer, estou quase uma mulher amargurada, estou quase nada. Tenho minha válvula de escape, tenho esse blog. Só que ultimamente ando sem vontade de escrever meu sofrimento na íntegra.
Dor que sangra e escaras sem nenhuma cicatrização. A única defesa é conseguir voltar a andar e só depende de mim, das mnhas pernas, da força que ainda resta na direita, porque a esquerda é teimosa. Tão bonitinho escrever bonitinho quando na verdade, minha vontade é escrever um bom FODA-SE para essa vida ingrata.
Lembrei dessa cantiga:
" Oh! Deus, perdoe este pobre coitado, que de joelhos rezou um bocado,pedindo pra chuva cair sem parar. Oh! Deus, será que o senhor se zangou, e só por isso o sol se arretirou, fazendo cair toda chuva que há. Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho, pedir pra chover, mas chover de mansinho, pra ver se nascia uma planta no chão. Meu Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe, eu acho que a culpa, foi desse pobre que nem sabe fazer oração. Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água e ter-lhe pedido cheinho de mágoa, pro sol inclemente se arretirar. Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno, desculpe eu pedir para acabar com o inferno, que sempre queimou o meu Ceará."
Perdoa essa pobre nordestina que, muitas vezes, não sabe fazer oração.
~*Rebeca*~
-
"Oh! tristeza me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia
Veio ao meu encontro
Já raiou o dia
Vamos viajar.
Vamos indo de carona
Na garupa leve
Do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe
Lá do fim do mar.
Vamos visitar a estrela
Da manhã raiada
Que pensei perdida,
Pela madrugada
Mas que vai escondida
Querendo brincar.
Senta nessa nuvem clara,
Minha poesia,
Anda se prepara,
Traz uma cantiga
Vamos espalhando
Música no ar.
Olha quantas aves brancas,
Minha poesia
Dançam nossa valsa,
Pelo céu que o dia
Faz todo bordado
De raio de sol.
Oh! Poesia me ajude,
Vou colher avencas
Lírios, rosas, dálias
Pelos campos verdes
Que você batiza
De jardins do céu.
Mas pode ficar tranqüila,
Minha poesia,
Pois nós voltaremos
Numa estrela guia
Num clarão de lua
Quando serenar.
Ou talvez até quem sabe,
Nós só voltaremos
No cavalo baio
No alazão da noite
Cujo o nome é raio,
Raio de luar."
-

Tô chorando, eu. Sinto tua falta, eu. Não conversa mais comigo, não fica mais feliz quando eu brinco, o que foi? Onde errei com a vida pra ser tão maltratada? Lembro tanto do dia que tiramos essa foto. A Sra estava esperando ser chamada pra fazer seu exame de rotina e eu com o celular, tirei o sorriso, da foto. Eternizei na minha memória e sofro por saber que nunca mais o verei[tinha nossa foto].
Estou perdendo minha melhor amiga, minha companheira que ajudou criar meu filho, minha amiga de salão de beleza e depilação...não deixava ninguém brigar comigo, mesmo grandona desse jeito. Pois é, filha da mãe mesmo e com orgulho.
Seu cheirinho, ah sei cheirinho...sabe o que tenho medo? Que o tempo seja mais cruel ainda e me deixe amarga. Sinto medo de cheirar seu perfume e não sentir mais nem dor, só uma lembrança boa.
Quero sofrer, mãe. Preciso sofrer e chegar até o fundo do poço com sua ida. Preciso disso pra continuar livre de mim mesma. Ando fechada dentro de um casulo, que só eu mesma sei o quanto me dói. Aprendi ser forte como a Sra e nem venha com carão fora de hora, porque só preciso de abraço, mãe. Quero colo, mãezinha. Gravei sua voz no meu celular e quando quero lembrar, escuto e morro. Morro por alguns minutos e chego a pensar que estou no inferno, de tão ruim que é o negócio.
Estou cheia de olheira, cansada de tudo que está acontecendo. Vou confessar mãe, de ontem pra hoje, banho passou foi longe. Não consigo me sentir bonita, se minha energia está se esgotando. Mas tenho que ser forte, né?! Ainda tenho cruz pra carregar, e dessa vez, a estrada é longa.
Dias atrás, estávamos na cozinha tomando seu café com tapioca e a Sra disse:
- Ah minha filha, como dói saber que você vai ter que passar seu problema sem mim.
- Ah mulher, isso é porque a Sra não tem assunto, é?
...
...
...
Como é difícil, como é difícil se sentir impotente. Jesus Cristo, eu confio em ti, mas por favor, tem piedade.
Eu te amo, Joaninha. Sua força eu herdei, está no gene, na coragem de enfrentar tudo, até uma morte anunciada.
~*Rebeca*~
-

~*Rebeca*~
-

"Nem sempre o choro acaba em pranto,
O beato em santo
E a tragédia em tango...
Nem sempre a dor é lamento,
O dia lento
E a letra, documento...
Nem sempre a tarde é clara,
A beleza é rara
E a ferida sara...
Nem sempre o ponto é final,
A crise é existencial
E a mudança crucial...
Mas tem dias que a possibilidade não cabe no poema..."
Lachter
-

Machado de Assis - O espelho.
"(...) A menima má continuava grudada no meu corpo, com as pernas enredadas nas minhas e a boca encostada na minha bochecha. Senti seu coração; pulsava, compassado, dentro de mim. A cólera havia evaporado e eu agora estava cheio de arrependimento por tê-la agredido e magoado, apesar de amá-la. Beijei seu rosto com ternura, tentando não acordá-la e sussurrei bem baixinho em seu ouvido: "Amo você, amo você, amo você." Não estava dormindo. Apertou-se contra mim e disse, colocando os lábios sobre os meus, enquanto sua língua bicava a minha entre uma palavra e outra:
- Você nunca vai viver sossegado comigo, estou avisando. Porque não quero que você se canse de mim, que se acostume comigo. Vamos nos casar para arrumar meus papéis, mas nunca serei sua esposa. Quero ser sempre sua amante, sua cachorra, sua puta. Como esta noite. Porque assim vai ficar sempre louquinho por mim.
Falava essas coisas me beijando sem trégua e tentando se meter inteira dentro do meu corpo."
Trecho do livro: Travessuras da menina má
Som na caixa:
-
"(...) Não soube compreender coisa alguma! Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava... Não devia jamais tê-la abandonado. Deveria ter recebido sua ternura por trás daquelas tolas mentiras. As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem jovem demais pra saber amá-la."
Trecho do livro: O Pequeno Príncipe.
Som na caixa:
-

"A vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês"
Engenheiros do Hawaii - Somos Quem Podemos Ser
-
Quero assistir ao sol nascer,
Grande Cartola
-
"(...)Nada mais sexy que o suspense, o jogo, nem que seja falso, nem que você já tenha chegado toda dele e pra sempre. O sempre possível.
Insinue, ensaie, ensaios de amor, como no cinema francês, mas nunca a entrega de cara, mesmo que julgue estar diante do amor da vida, o homem da existência, o seu tipo, o número do seu pezinho de Cinderela.
Sim, o ponto certo, quem sabe?, apenas fica ai, mais uma vez, o palpite de um homem, um besta, um analfabeto do desejo, incapaz de lê-las, velho John Donne, mas un cabrón que tenta ultrapassar a linha do dedão na almofada do carimbo, as digitais da fome de viver, a merenda da existência, o picolé da larica-mor do amor que já dobrou a esquina. "
xico sá
Som na caixa:
-

"(...)a ausência ocupando todos os meus cômodos,
a lembrança endurecida no cristal
de uma pedra na uretra."
Adelia Prado - Endecha
Solta o som:
-
























