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31 de março de 2008

29 de março de 2008


Sem sono, sem rumo e sem saber onde vou parar com tanta saudade. Estou aqui, com meu fone de ouvido e Norah Jones na vitrola. Adoro essa menina, principalmente quando canta: "What Am I To You". Fecho os olhos, vou até você e lembro de todos os detalhes de uma época boa. Estou bem, estou tranquila, estou sem clima e pegando fogo. Viu? Sou muitas, esse é o meu problema. Sou um conjunto de mim mesma e perco a afinação. Sou uma emergente das minhas emoções. Quero colocar em evidência um ritmo de pensamentos que não querem entrar no eixo. Os sentimentos mudam, as sensações também. Amadurecem e nos acostumamos com o próprio sentimento. Não sei até que ponto é válida essa certeza. Viver numa corda bamba é viver de adrenalina, e sou puro êxtase, em tudo que faço. Tanta coisa acontece numa vida, que realmente, rodamos a nossa história num longa-metragem meio hollywoodiano. Sei que não estou falando nada com nada, num momento que quero tudo por tudo. Quero agora, urgentemente, mente? Minto e o nariz cresce. Minto todos os dias e digo que estou bem, muito bem e a cobra não fuma. Hoje senti inveja do que eu era. Você já sentiu inveja de você mesma? Olha, é uma sensação meio escrotinha, sabe? Senti tanta inveja de mim que precisei parar um pouco, olhar no espelho e dizer: "Compre batom, compre batom, compre batom!"
Aprendi que é melhor ser cômica que ser trágica. Corri na geladeira e comi metade da metade do ovo de páscoa. Nunca estive tão gorda, tão conformada e tão desanimada. Para os desavisados, eu sou linda de todo jeito. Mais uma vez a inveja de ser uma linda-gorda, veio. Eu me amo, eu sempre fui mais eu. Nunca fiquei sozinha pelo peso que carrego. Eu acho que é moda. Moda da leveza de espírito, moda à moda da casa e moda de ser besta e rir das desgraças dessa vida bandida. Nesse momento, viro uma pluma e saio de perto. Viajo pra dentro de mim e só volto quando tudo acalma. Só fico sabendo que tudo passou, quando começam a gritar por mim. Volto à tona e dou meu sorriso lindo com direito a buraquinho na bochecha.
Tanto buraco que preciso urgente preencher pelo menos um...

...

...

aquele amor, que tu adora.

~*Rebeca*~


Adorooooooooooo! Clica aqui: Norah Jones - What Am I To You?

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27 de março de 2008



Numa quinta qualquer, idealizo uma sexta melhor. Que reaprenda a sonhar, que saiba acolher esperança e receba de braços abertos, uma certeza de que tudo vai melhorar.

Vida escorregadia, ando travada, me empurra?

~*Rebeca*~

Adorooooooo, Clica: Noite Ilustrada - Ainda é tempo

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Marcos Lima, cantando Gonzaguinha, música gostosa.

Escuta comigo?

"Avassaladora senta no seu colo
lambe o pescoço
morde a orelha
enfia a língüa
por entre seus dentes
tomando toda a sua boca
ela é louca muito louca
e ele adora sua mão
apertando o que deseja
com calor e com carinho
ensinando o caminho da loucura
e acabando com seu medo de não poder
e o macho se solta
se larga, se acaba na mão da rainha
e desmaia com todo prazer.
e o macho desmonta
no grito de gozo
na mão da rainha
e desmaia
de tanto prazer."
-







"(...)Agora, o vento há de contar a história a quem puder ouvir, mas uma única vez, depois eu estarei nos quartos do efêmero, e a vida seguirá seu rumo. Provando não precisar de mim!"

Doca Soares


Clique aqui: Cibelle Cavalli - Esplendor

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"Profundamente a ponteira aperta o peito,
afundando a angústia como um grande parafuso enferrujado
e lento apreciando o revolver dessas coisas tão imensas.(...)
Preciso muito ser egoísta,
fugir depressa das garras da consciência que me acusa incansavelmente,
“humana”, “humana”, “humana”.
Eu preciso esquecer a crueldade para apreciar os sabores,
preciso esquecer o lamento das águas
para apreciar a grandiosidade das represas,
preciso urgentemente parar com isso,
isso de tentar justificar o mundo frente ao espelho.
Eu sou a menor parte.
Eu queria esquecer que a esfera transformou-se numa panela fechada,
que vai esquentar,
ferver e evaporar até secar.
Ou ainda haverá descuidos, antes.
E aprender a cerrar os olhos e sonhar milagres,
porque eu vivo os milagres todo dia.
O amor, o saber, o sorriso.
Mas eu.
Eu sou a menor parte.
E eu sangro."

Rayanne



Clique aqui: Cat Power - Sea of Love

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"Parto

Para uma nova vida…

Vou ser criadora de pássaros

Vou aprender a voar

Conquistar novas paisagens

E quem sabe

Se saberei criar

Um ninho para me repousar!"


Cecília



Clique aqui: Feist - Limit to your love

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"Ela sofria de ''desejos tirânicos" e "obsessões ardentes", e ficava consternada por não sentir que controlava seu corpo."

Trecho tirado do livro: Tête-a-Tête


Clique aqui: Benito de Paula - Do jeito que a vida quer - Cigana Luiza

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"Queria me mudar para bem perto do mar. Pensei.
Mas o mar é aqui. Queria me mudar para bem perto daqui.(...)"

Viviane Mosé


Clique aqui: G. - GERALDINOS E ARQUIBALDOS

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"(...)"Amo-te"! Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d' amor e felicidade! (...)"

Florbela Espanca - Escreve-me...


Clique aqui: Gilberto Gil - A Linha e o Linho

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25 de março de 2008







Ô SAUDADE!!!


Ah mãe, por que que eu não fui nesse dia, hein?!

Hoje eu tô chorona, quedê a Sra?

...


Deus cuida de mim, eu sei que cuida, eu.


"Eu preciso aprender um pouco aqui
Eu preciso aprender um pouco ali
Eu preciso aprender mais de Deus
Porque ele é quem cuida de mim.

Se uma porta se fecha aqui
Outras portas se abrem ali
Eu preciso aprender mais de Deus
Porque ele é quem cuida de mim
Deus cuida de mim.

Deus cuida de mim na sombra das suas asas
Deus cuida de mim, eu amo a sua casa
E não ando sozinho não estou sozinho,
Pois sei: Deus cuida de mim.
Deus cuida de mim na sombra das
suas asas
Deus cuida de mim, eu amo a sua casa
E não ando sozinho não estou sozinho,
Pois sei: Deus cuida de mim.
Se na vida não tem direção É preciso tomar decisão
Eu sei que existe alguém que me ama
Ele quer me dar a mão.

Se uma porta se fecha aqui
Outras portas se abrem ali
Eu preciso aprender mais de Deus

Porque ele é quem cuida de mim
Deus cuida de mim."






-






23 de março de 2008


Hoje estou de Gil. O expresso 222 deu uma guinada para o Drão. Na cama de tatame, eu deito e sinto como meu corpo anda cansado de colchão mole. Deveríamos viver pra germinar e não morrer.
Tudo ao contrário...
Tudo...
Será?

Canta Gil:

"Drão
O amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar n'algum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura

Drão
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Entende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminha dura
Cama de tatame
Pela vida afora

Drão
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre nasce trigo
Vive morre pão
Drão, Drão"

  • Dá o Play!









  • Cibellinha, tu é linda e que voz!

    Adoro tu, eu.

    "(...) Sou um punk da periferia

    Sou da Freguesia do ÓÓÓ

    Aqui pra vocês

    Sou da Freguesia(...)

    Gilberto Gil

    -








    "(...)AMO você assim, maior e permanente, o amor que caminhou todos os versos e espantou todo meu sono. AMO você assim, com todo fio dos sentidos e a amplitude dos minutos, estancados do meu pulso no momento em que ousamos ressonância."

    Rayanne

    -







    "(...)Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água, que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro - o rio."

    Guimarães Rosa - Trecho do conto: A terceira margem do rio.

    -







    "(...)Contar sempre, porque até nossos silêncios dentro de casa deixam ecos que viram legendas para sonhos e manhãs amanteigados."

    xico sá - Jornal Nacional do Amor


    -






    "(...)Sem mãe por perto virei um gatinho medroso. (...)Se eu batesse o carro, ela arrumava. Se eu tivesse febre, ela tirava. Se eu arrumasse uma merda de homem que não me desse valor, ela dava. Se eu chorasse, ela chorava mais ainda, tanto que eu acabava rindo. E se eu sentisse um vazio de merda dentro de mim, ela fazia pão de queijo. Pão de queijo te infla por dentro e resolve esse papo de vazio existencial. (...)Eu era escrota porque tinha mãe. Porque eu me sentia bonita mesmo descabelada, porque eu me sentia inteligente mesmo rebolando pra fazer graça pra ela. Porque se eu acordasse no meio da noite achando que ia morrer, era só ligar que ela vinha correndo.(...)eu só quero que esse Cristo de braços abertos me dê um abraço. Ou que alguém me ofereça um pudim de graça.
    Ou melhor: quero voltar a ser escrota. Quero voltar a não sentir medo de nada. Quero voltar a dormir embaixo das borboletas. "

    Tati Bernardi

    -






    21 de março de 2008


    Sentei e chorei, escutando Elisa Lucinda e Marcos Lima...

    "Quase de manhã/ Agora dez pra cinco no Boulevar/ Agora um vazio/ E eu nesse bar/ E o cheiro de conhaque pelo ar/ Quase de manhã/ A Crooner de voz rouca quer me matar/ Com um pout-pourri de mágoas/ Desilusões/ Veneno dos doentes corações/ Agora é hora de voltar/ É hora de tentar/ De comprar o pão/ Que jeito / Deixar a chuva me lavar/ Tentar aliviar/ Quem sabe despertar minha vida/ Sentar no seu portão/ Pedir o seu perdão e chorar.


    -







    Casa vazia, apenas as lembranças preenchem os cômodos. O desespero passou, a dor amenizou e a recordação é minha pior inimiga. Copos sujos numa pia onde as bactérias tomam conta da esponja da alma. Quadros com as cores de um arco-íris turvo, vazio, pior que isso, sem nenhum tesouro no final. Ando cansada, só que não consigo desvincular a responsabilidade que ainda carrego. Espero a qualquer momento uma batida na porta, um grito de socorro, uma ambulância dos meus tormentos socorrer essa angústia. Aprendi que tem que ser forte, nem que se foda por dentro. Pedi tanto pra sofrer horrores e não fui atendida. A paz invade e eu expulso querendo perturbação, agitação e nada de consolo. Só que nada é como planejamos. Nossas reações são individuais e imprevisíveis. Passei tanto tempo acostumada com dor aos pedaços que quando aconteceu de ruma, já estava imunizada e nem me dei conta. Pois é, hoje eu queria sonhar. Faz alguns dias que não lembro o que sonhei e queria fotografar alguma coisa na memória além de realidade. Sonhar com trégua e acordar confiante que essa dita cuja vai ser dada com honras e glórias. Sei lá, só sei que o tempo tem muita culpa no cartório. Ele voou no momento que pedi pra ir devagar. Só que não perco o gingado nem na hora da morte. Força é o que não falta dentro de uma cearense teimosa e atrevida. Encaro a vida mesmo e não tenho medo da rasteira. Vou no impulso, vou na força e coragem, empurro com vontade, nem que seja com a barriga. O destino tira o sorriso do meu rosto e eu pinto uma boca de palhaço. A vida me faz derramar lágrima e eu coloco máscara de Colombina. Tempo fez um calo enorme no meu calcanhar e sabe o que fiz? Dei um coice tão certeiro na venta dele, que ele foi parar lá longe...

    Agora tempo escroto, eu tenho o tempo que quiser. A Vida abriu alas para uma Chiquinha Gonzaga Rebequita passar...


    Mãe, sangue é vida...vem correr em mim, vem!

    ~*Rebeca*~

    -





    20 de março de 2008



    Esse filme, Bonequinha de Luxo, eternizou um momento da minha vida. Antes de colocar o dvd, tive que fazer brigadeiro em troca de cafuné.

    Eu te amo, Joana!

    ~*Rebeca*~

    -







    Não sei se a ficha ainda não caiu, não sei se é Deus fortalecendo ou se foi a preparação de algo inevitável. Passos largos, caminhadas com várias flores e frutos. Tiro um pedaço e cheiro um momento. Engravidei de um amor e abri as pernas pra passar essa criança , essa esperança, em forma de paz. Parir sentimentos é a mesma coisa que nascer para o mundo. O sopro da vida, tem que voltar para minha vida.

    Não posso deixar de ensinar o que aprendi:


    “Jesus Cristo é minha rocha e fortaleza”.


    Amém.


    ~*Rebeca*~


    -









    "(...)Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo
    Seus fantasmas, seu enredo, seu destino
    Toda noite uma imagem diferente
    Consciente, inconsciente, desatino(...)"

    Lobão

    -







    Vontade de desistir, cair em todos os buracos, só pra saber se o amortecedor é bom. Cabeça de vento, pensamentos sólidos, doloridos, pontudos até. Tantos ais, tantos choros escondidos e baixos. Ando na frente do meu próprio escudo. Dores com calibre 32 e gatilho leve, pronto para o alvo. Saudade a queima roupa. Cirurgia imediata dessa dor profunda. Choque anafilático dessa vida injusta, e eu preciso morrer, pra renascer melhor, mais adulta, menos dependente, mais sorridente, menos forte, mais humana. Essa força me amedronta e fraqueza nesse momento, seria ideal.
    Quero mais dor, bem mais, muito mais...

    ...

    [sem anestesia, por gentileza.]

    ~*Rebeca*~

    -







    "Ando com vontade de ligar para minha mãe.(...)Mas, tenho mesmo vontade de ligar, pois, talvez, no telefone, possa haver um milagre e sua voz soar em meu ouvido: “Alô? 28-4858?” “Mamãe?”(...) Seria bom entrar pelos fios do passado e fugir das dores que sinto com o País, o mundo e comigo mesmo. Confesso que, em momentos de desespero, eu já liguei escondido para números antigos. Ouvia a voz anônima e falava: “Desculpe é engano...”, com a sensação de, por instantes, ter visitado minha velha casa.(...) Na verdade, tenho vontade de discar, mas é para saber quem sou eu. E quando disserem: “Quem fala?” pensarei: “É o que me pergunto...” Mas sei que vou desligar, dizendo: “Desculpe, é engano...”

    Arnaldo Jabor


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    "(...)Não dá para disfarçar diante de um sonho. Através das nuanças dos delírios sem nexo, revelamos uma radiografia das nossas partes internas, implacável, em que cada mancha, mesmo após mil lavagens, pode ser detectada gritante, no lençol que encobre as nossas verdades.(...)"

    Fernanda Young - Trecho do Livro: Tudo que você não soube


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    "(...)A senhora, Dona Camila, amou tanto a mocidade e a beleza, que atrasou o seu relógio, a fim de ver se podia fixar esses dois minutos de cristal. Não se desconsole, Dona Camila. No dia da lagartixa a senhora será Hebe, deusa da juventude; a senhora nos dará a beber o néctar da perenidade com as suas mãos eternamentes moças.(...)"

    Machado de Assis - Trecho do conto: Uma Senhora.


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    "Não consigo me livrar dessa idéia de que sou sozinha, estou num mundo à parte, assistindo ao outro como a um espetáculo."

    Simone de Beauvoir

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    "(...) - Eu tenho um inferno dentro de mim. Um inferno particular. E se eu tivesse um céu particular, uma eternizade minha, só minha, com tabuleta na porta proibindo a entrada de pessoas estranhas ao serviço? Não seria negócio? Um alto negócio?(...)"

    Nelson Rodrigues - Trecho do Livro: A Mulher sem Pecado.


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    "(...)Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa numa cadeia. E se eu fosse eu daria tudo o que é meu, e confiaria o futuro ao futuro.(...)"

    Clarice Lispector - Se eu fosse eu.


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    "(...) Me senti nua e descalça. Agora pele de palavras.
    Poemas são como roupas pra mim.(...)"

    Viviane Mosé


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    "(...)Escurece. A camisa molhada já não me escalda a pele: esfriou, gelou. E os meus dentes batem castanholas. (...)"

    Graciliano Ramos - Trecho do conto: Paulo


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    "(...)Nos grandes acontecimentos da vida, nossa alma se liga intensamente aos lugares onde os prazeres e as tristezas se abatem sobre nós.(...)"

    Eugênia Grandet - Honoré de Balzac


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    "(...)Elas passaram pelas suas mãos, você limpou-lhes o pó! Beijei-as mil vezes: você tocou-as. É você, anjo do céu, que favorece meu propósito!(...)"

    O Sofrimento do Jovem Werther - Goethe

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    14 de março de 2008

    "São só palavras...
    Apenas palavras pintadas na tela
    Palavras esculpidas na matéria
    Palavras sem sentido
    Se não sentidas

    São momentos

    sonhos
    sorrisos e lágrimas
    memorias gravadas
    na alma... na pele... no que sou
    No que vivo
    No que anseio
    No que sinto ou invento

    Sou mais que palavras

    Sou silêncios
    Mudos
    por vezes calados
    Sou gritos
    Por vezes escritos
    Por vezes dançados
    Por vezes pintados

    Não sou diferente nem igual

    Nem melhor nem pior
    Sou o som da musica que escuto
    Ou apenas o zumbido de uma abelha
    Ou o vento que passa e acaricia a face
    Ou aquele que gela o corpo
    Sou o ar que inspiro... mais aquele que expiro
    Sou as mãos com que escrevo
    E alma que me dita

    Sou eu mais que ontem... apenas um pouco de amanhã"


    Cecilia


    -







    "(...)As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu."

    Antonio Gedeão

    -







    "Agora conheço a coragem de perto.
    Agora percebo que não é enfrentar tudo e todos para defender um ideal,
    não é ultrapassar todas as barreiras sem fraquejar,
    não é seguir firme perante uma multidão revoltada.
    Coragem,
    é manter-se no lugar sem mudar uma vírgula da história só pelo bem de todos, mesmo que isso implique chorar de dor na alma... "

    Woman

    -






    "Na hora mais bonita da tarde, estamos eu e você. Deitamos sobre os lençóis do tempo os nossos corpos acariciados pelo sol de outrora. Lá fora o mar explode em fúria e o horizonte, essa linha vertebral das águas, permanece imóvel e calmo.Nessa hora mais bonita da tarde eu sinto você respirar no meu pescoço enquanto teus dedos direitos entrelaçam os meus e a tua mão esquerda em concha veste um dos meus seios.E o coração repousa tranqüilo, sem sobressaltos, porque a nossa sede é delicada.Lá fora cristais de sal temperam o final do dia, aqui dentro, o perfume de um quase silêncio adoça o nosso cansaço.Nessa hora mais bonita da tarde, aqui dentro, adormecemos lentamente no encaixe mais perfeito enquanto, lá fora, estrelas começam a cair tão solitárias..."

    Marla de Queiroz


    -







    "(...)Agora, quase chegada a hora, ela se pergunta por onde andou nesses 60 dias. Não sabe se fez tudo o que deveria fazer, visitou os lugares que desejava ter visitado, abraçou as pessoas que gostaria de ter abraçado e disse as coisas que precisavam ser ditas. Ela não sabe nem mesmo se sabe o que está fazendo.
    Anestesia.
    Dois meses de anestesia.
    Ela senta em frente ao computador, olha a varanda, revê as fotos, remexe na mala. Não, não lhe parece que está indo embora do telhado antigo. Não lhe parece nem mesmo que o telhado é antigo. O telhado que ela tanto quis largar, agora lhe parece adorável..
    [Nostalgia é uma coisa que cega. Nos faz deixar de ver as coisas ruins e só nos permite contemplar as maravilhas. Doce miragem...]
    Ela pensa. Em tantas pessoas e tantos lugares. Em mil coisas.
    Mas não funciona.
    O filme continua a adiantar.
    Anestesia."

    Clarice
    -







    "(...)Mulher-criança, mulher-adolescente, mulher-madura, mulher-mulher, que assume papéis diversos. Heroínas do viver, quando o viver é prova de flexibilidade.
    Mulher-mãe, sedutora, intelectual, espiritualizada,
    facetas de um mesmo ser que aparecem - desaparecem no jogo de luzes e sombras.
    Escolhe, enterra, desenterra, descobre,
    mistura possibilidades, caminhos de SER, encontros consigo.(...)
    Pai, Mãe, irmãos, irmãs...
    primeiros modelos, referências das construções ao longo da vida do que é SER MULHER.
    Que papéis assumir? Quando? Onde? Como?
    O que é meu e o que é do outro?
    Mulher-executiva, Mulher-Política, Mulher-afeto, Mulher des-afeto...
    mulher...
    simplesmente mulher.
    Mas, que mulher?(...)"

    Adriana Marques dos Santos

    -







    "E então há um lugar para onde vão os sonhos que a gente desacredita, onde moram os anéis que perdemos, os brincos descasados, o pé de meia preferido, o batom engolido pela bolsa. Há um lugar, um sumidouro, para onde são tragados os sorrisos que não voltam, o cheiro do cabelo, um colarinho manchado, o perfume na manga do vestido, teu nome no bilhete, um gosto de vinho grudado na língua. Ficam lá, suspensos numa órbita improvável e inacessível, ao som de três ou quatro frases para sempre repetidas que a gente procura esquecer. E um dia esquece."

    Ticcia.

    -








    "Me abraça? É que vou levantar. Não agora, mas vou. Levantar e explicar tudo isso, prometo. Não agora, mas vou. Deita aqui, apaga a luz. Por favor. Fica em silêncio comigo. Depois que aprendi e olha, doeu tanto aprender, pois depois que aprendi preciso tanto do silêncio. Até mato grilos. Me abraça, vai. Vou levantar logo, tem lua, não sono. (...) Me abraça, não faz doce. Me abraça logo, antes que eu me levante. Eu vou me levantar. Não agora. Mas vou, claro que vou. Eu sempre levanto. Todo mundo sempre levanta. (...) Mas e o abraço? Me abraça. Com os dois braços. Com o peito, as mãos, o rosto. Me abraça antes que eu levante. Porque vou levantar. Não agora, mas vou. Levantar e quem sabe, colocar um salto. Um salto alto. Tu precisa me abraçar antes. Precisa me abraçar agora. Porque este drama? Assim, por uma abraço que nada mais é do que tu aqui, em mim, eu, ai, em ti. Só que tem que ser agora. Por favor. Fica calmo. Eu vou levantar. Eu vou ser feliz, viu? Não agora, mas vou."

    Cristiane Lisboa

    -






    13 de março de 2008


    "Se de repente tudo se aquietasse e você pudesse ouvir o que nunca ouve, o que ouviria?A gente se esquece de ouvir.Fala tanto. Reclama e reclama.Da vida, dos santos, da televisão, da mídia, dos políticos, da Justiça, dos filhos, dos pais, dos maridos, das esposas, dos amigos, dos chefes, dos empregados... Sempre falando, sempre pensando, sempre reclamando.(...)A gente sonha cada bobabem. ondas enormes, perigos, enchentes.A gente sonha que há guerras e mortes e foge, foge, foge.(...)Sonha tanta coisa. Sonha acordado. Sonha dormindo. Sonha no sábado e também no domingo.Às vezes, até se esquece de sonhar e acorda pensando o que foi que esqueceu (...)É aquele antigo ponto de vista que sempre ouvimos, mas não levamos em consideração, de que a felicidade está dentro de nós e não deve- ou deveria -depender de fatores externos.Afinal de contas, caso você não se coloque de pé, como serão as coisas?"

    "ACORDAR" por Monja Coen

    -








    "Senhor, fazei com que eu aceite
    minha pobreza tal como sempre foi.
    Que não sinta o que não tenho.
    Não lamente o que podia ter
    e se perdeu por caminhos errados
    e nunca mais voltou.
    Dai, Senhor, que minha humildade
    seja como a chuva desejada
    caindo mansa,longa noite escura
    numa terra sedenta
    e num telhado velho.
    Que eu possa agradecer a Vós,
    minha cama estreita,
    minhas coisinhas pobres,
    minha casa de chão,
    pedras e tábuas remontadas.
    E ter sempre um feixe de lenha
    debaixo do meu fogão de taipa,
    e acender, eu mesma,
    o fogo alegre da minha casa
    na manhã de um novo dia que começa.”

    Cora Coralina

    -








    "Eu pensei que fosse fácil.
    Mudar de vida, mudar de roupa.
    Pensei que fosse tudo a mesma coisa.(...)
    Mas e quando você muda a cor dos seus dias e eles começam a passar como televisão antiga: preto e branco?
    E quando o sol fica com preguiça de sair e a paisagem parece sempre cinza?
    E quando você descobre que o que realmente importa na vida não há dinheiro que pague, e tudo isso ficou distante?
    Então, um dia você pára e olha: não é fácil.
    Não é fácil esquecer um grande amor.
    Não é fácil não ver mais os olhinhos brilhantes dos que te amam.
    Não é fácil sentir frio e não ter braços fortes para te abraçar.
    Não é fácil sentir saudades.
    Não é fácil começar de novo.
    Mas a certeza do reencontro num futuro breve, com cores cintilantes, sorrisos e abraços apertados, transforma as nuvens em arco-íris e o cinza reluz como prata nesses dias sem graça.
    Porque não há futuro sem esperança
    Nem vencedores sem Guerra."

    Juliana Pestana.

    -








    "Eu não posso ser descoberta. Nua assim, sem fazer sentido. Uma peça quebrada dentro de um grande vazio. Torto, áspero. O pensamento que vem até mim é o mesmo que se multiplica e me confunde. Sou um todo bonito sem fazer sentido? Ou toda feiúra que me ata é aquilo ao que não quero dar nome? Quero me ausentar de mim e não consigo. Pois meu raciocínio é mais rápido e me sabota. Porque não quero encarar que sinto raiva e resisto. Registro de infância que é feio sentir medo ou tristeza. A dor é parte da vida. E se a vida é bonita, é também porque aprendeu a sentir dor.

    Mas quando dói vem o choro. Se cristalina a lágrima chega e desperta a proeza de se sentir vivo, de se sentir presente, a dor completou seu destino. A dor é boa de ser doída. A vida não presta para quem se ausenta. A vida vive naquele que sabe estar presente. Que delimita seu todo num eu espetacularmente único. Que não abre mão das próprias verdades.(...)

    "Ana Margrit

    -






    12 de março de 2008


    Num quarto de hospital, olhando fotos no notebook, vi que há alguns dias eu ainda estava feliz. Não quero me fazer de vítima, nem de coitadinha, nem de nada parecido. Apenas acho que o momento de ser frágil chegou. Correr para o abraço desses bem fortes.

    Não é fácil ser filha da mãe. Não é fácil amar uma mulher dessa forma. Não é fácil ter que dizer essa bendita frasezinha: ''Que seja feita a vontade de Deus." Não tenho escolha, tem que ser a vontade dele mesmo. Alguns momentos de tranquilidade, outros de pânico e inferno absoluto. E eu no meio disso tudo, pedindo o céu em forma de consolo. Estou quase sem voz, estou quase sem dormir, estou quase uma jumba de tanto comer, estou quase uma mulher amargurada, estou quase nada. Tenho minha válvula de escape, tenho esse blog. Só que ultimamente ando sem vontade de escrever meu sofrimento na íntegra.

    Dor que sangra e escaras sem nenhuma cicatrização. A única defesa é conseguir voltar a andar e só depende de mim, das mnhas pernas, da força que ainda resta na direita, porque a esquerda é teimosa. Tão bonitinho escrever bonitinho quando na verdade, minha vontade é escrever um bom FODA-SE para essa vida ingrata.

    Lembrei dessa cantiga:

    " Oh! Deus, perdoe este pobre coitado, que de joelhos rezou um bocado,pedindo pra chuva cair sem parar. Oh! Deus, será que o senhor se zangou, e só por isso o sol se arretirou, fazendo cair toda chuva que há. Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho, pedir pra chover, mas chover de mansinho, pra ver se nascia uma planta no chão. Meu Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe, eu acho que a culpa, foi desse pobre que nem sabe fazer oração. Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água e ter-lhe pedido cheinho de mágoa, pro sol inclemente se arretirar. Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno, desculpe eu pedir para acabar com o inferno, que sempre queimou o meu Ceará."

    Perdoa essa pobre nordestina que, muitas vezes, não sabe fazer oração.

    ~*Rebeca*~

    -






    4 de março de 2008
    Presente que ganhei do Murilo.



    "Oh! tristeza me desculpe
    Estou de malas prontas
    Hoje a poesia
    Veio ao meu encontro
    Já raiou o dia
    Vamos viajar.
    Vamos indo de carona
    Na garupa leve
    Do vento macio
    Que vem caminhando
    Desde muito longe
    Lá do fim do mar.


    Vamos visitar a estrela
    Da manhã raiada
    Que pensei perdida,
    Pela madrugada
    Mas que vai escondida
    Querendo brincar.
    Senta nessa nuvem clara,
    Minha poesia,
    Anda se prepara,
    Traz uma cantiga
    Vamos espalhando
    Música no ar.


    Olha quantas aves brancas,
    Minha poesia
    Dançam nossa valsa,
    Pelo céu que o dia
    Faz todo bordado
    De raio de sol.
    Oh! Poesia me ajude,
    Vou colher avencas
    Lírios, rosas, dálias
    Pelos campos verdes
    Que você batiza
    De jardins do céu.


    Mas pode ficar tranqüila,
    Minha poesia,
    Pois nós voltaremos
    Numa estrela guia
    Num clarão de lua
    Quando serenar.
    Ou talvez até quem sabe,
    Nós só voltaremos
    No cavalo baio
    No alazão da noite
    Cujo o nome é raio,
    Raio de luar."

    -









    Mãezinha,

    Tô chorando, eu. Sinto tua falta, eu. Não conversa mais comigo, não fica mais feliz quando eu brinco, o que foi? Onde errei com a vida pra ser tão maltratada? Lembro tanto do dia que tiramos essa foto. A Sra estava esperando ser chamada pra fazer seu exame de rotina e eu com o celular, tirei o sorriso, da foto. Eternizei na minha memória e sofro por saber que nunca mais o verei[tinha nossa foto].
    Estou perdendo minha melhor amiga, minha companheira que ajudou criar meu filho, minha amiga de salão de beleza e depilação...não deixava ninguém brigar comigo, mesmo grandona desse jeito. Pois é, filha da mãe mesmo e com orgulho.
    Seu cheirinho, ah sei cheirinho...sabe o que tenho medo? Que o tempo seja mais cruel ainda e me deixe amarga. Sinto medo de cheirar seu perfume e não sentir mais nem dor, só uma lembrança boa.
    Quero sofrer, mãe. Preciso sofrer e chegar até o fundo do poço com sua ida. Preciso disso pra continuar livre de mim mesma. Ando fechada dentro de um casulo, que só eu mesma sei o quanto me dói. Aprendi ser forte como a Sra e nem venha com carão fora de hora, porque só preciso de abraço, mãe. Quero colo, mãezinha. Gravei sua voz no meu celular e quando quero lembrar, escuto e morro. Morro por alguns minutos e chego a pensar que estou no inferno, de tão ruim que é o negócio.
    Estou cheia de olheira, cansada de tudo que está acontecendo. Vou confessar mãe, de ontem pra hoje, banho passou foi longe. Não consigo me sentir bonita, se minha energia está se esgotando. Mas tenho que ser forte, né?! Ainda tenho cruz pra carregar, e dessa vez, a estrada é longa.
    Dias atrás, estávamos na cozinha tomando seu café com tapioca e a Sra disse:

    - Ah minha filha, como dói saber que você vai ter que passar seu problema sem mim.

    - Ah mulher, isso é porque a Sra não tem assunto, é?

    ...

    ...

    ...

    Como é difícil, como é difícil se sentir impotente. Jesus Cristo, eu confio em ti, mas por favor, tem piedade.
    Eu te amo, Joaninha. Sua força eu herdei, está no gene, na coragem de enfrentar tudo, até uma morte anunciada.

    ~*Rebeca*~



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    Vez ou outra me sinto assim, de uma forma sem dor, anestesiada. Essa morfina na alma tem efeito imediato. Minha dor maior, não vem de dentro, vem de fora. Não é abstrata, aperto e dói. Com xylocaína, melo bem o dedo e massageio a gengiva inchada de melancolia.

    ~*Rebeca*~





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    "(...)Bocados da nossa alma,
    Pedaços de coração!"

    Florbela Espanca - As Quadras D'Ele I



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    "[...]Todos os acasos fundiram-se na minha alma[...]

    Fernando Pessoa - Hora Absurda




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    "Nem sempre o choro acaba em pranto,
    O beato em santo
    E a tragédia em tango...

    Nem sempre a dor é lamento,

    O dia lento
    E a letra, documento...

    Nem sempre a tarde é clara,

    A beleza é rara
    E a ferida sara...

    Nem sempre o ponto é final,

    A crise é existencial
    E a mudança crucial...

    Mas tem dias que a possibilidade não cabe no poema..."

    Lachter




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    "(...) - Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro pra fora, outra que olha de fora pra dentro... Espantem-se à vontade; podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. (...) Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência. (...)"

    Machado de Assis - O espelho.







    1 de março de 2008


    existe um sono inteiro na metade acordada de mim...

    vou dormir.

    ~*rebeca*~


    Som na caixa:

    -












    "(...) A menima má continuava grudada no meu corpo, com as pernas enredadas nas minhas e a boca encostada na minha bochecha. Senti seu coração; pulsava, compassado, dentro de mim. A cólera havia evaporado e eu agora estava cheio de arrependimento por tê-la agredido e magoado, apesar de amá-la. Beijei seu rosto com ternura, tentando não acordá-la e sussurrei bem baixinho em seu ouvido: "Amo você, amo você, amo você." Não estava dormindo. Apertou-se contra mim e disse, colocando os lábios sobre os meus, enquanto sua língua bicava a minha entre uma palavra e outra:


    - Você nunca vai viver sossegado comigo, estou avisando. Porque não quero que você se canse de mim, que se acostume comigo. Vamos nos casar para arrumar meus papéis, mas nunca serei sua esposa. Quero ser sempre sua amante, sua cachorra, sua puta. Como esta noite. Porque assim vai ficar sempre louquinho por mim.


    Falava essas coisas me beijando sem trégua e tentando se meter inteira dentro do meu corpo."


    Trecho do livro: Travessuras da menina má


    Som na caixa:

    -








    "(...) Não soube compreender coisa alguma! Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava... Não devia jamais tê-la abandonado. Deveria ter recebido sua ternura por trás daquelas tolas mentiras. As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem jovem demais pra saber amá-la."

    Trecho do livro: O Pequeno Príncipe.


    Som na caixa:

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    "A vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês"

    Engenheiros do Hawaii - Somos Quem Podemos Ser

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    "Deixe-me ir preciso andar,
    Vou por aí a procurar,
    Sorrir pra não chorar
    Quero assistir ao sol nascer,
    Ver as águas dos rios correr,
    Ouvir os pássaros cantar,
    Eu quero nascer, quero viver..."

    Grande Cartola

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    "(...)Nada mais sexy que o suspense, o jogo, nem que seja falso, nem que você já tenha chegado toda dele e pra sempre. O sempre possível.
    Insinue, ensaie, ensaios de amor, como no cinema francês, mas nunca a entrega de cara, mesmo que julgue estar diante do amor da vida, o homem da existência, o seu tipo, o número do seu pezinho de Cinderela.
    Sim, o ponto certo, quem sabe?, apenas fica ai, mais uma vez, o palpite de um homem, um besta, um analfabeto do desejo, incapaz de lê-las, velho John Donne, mas un cabrón que tenta ultrapassar a linha do dedão na almofada do carimbo, as digitais da fome de viver, a merenda da existência, o picolé da larica-mor do amor que já dobrou a esquina. "

    xico sá

    Som na caixa:

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    "(...)a ausência ocupando todos os meus cômodos,
    a lembrança endurecida no cristal
    de uma pedra na uretra."

    Adelia Prado - Endecha


    Solta o som:

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    “O amor é a coisa mais triste quando se desfaz”.

    Vinicius de Moraes


    Solta o som:

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