
~*Rebeca*~
boomp3.com

E atender.
É preciso perguntar o que ela tem a dizer e ouvir.
A dor vai embora quando se sacia ou esquece.
A vida é muito mais o que a gente inventa."
Viviane Mosé
-

Maurice Druon - Trecho tirado do livro: O menino do dedo verde
-

Aonde estás, amor? Aonde...aonde...aonde?...(...)"
Florbela Espanca - Aonde?...
-
"Meu amor não se atrase na volta não

~*Rebeca*~
-

Frei Betto - Trecho tirado da crônica: Aprender com as águias
-
Saudade viu?
~*Rebeca*~
Dá o Play: boomp3.com
Machado de Assis - Trecho do conto: O Alienista
-
Clarice Lispector - Sem nosso sentido humano
-

Fernanda Young
-

Nelson Rodrigues - Trecho do livro: O beijo no asfasto
-

Beijos na minha face no espelho...
~*Rebeca*~
boomp3.com

- Não podia me ligar? - protestei. - Você me deixou com os nervos...
Não pude prosseguir porque uma bofetada, dada com todas as suas forças, fechou a minha boca.
- Você não pode me dar bolo, seu coisinha à-toa - vibrava de indignação e falava com a voz alterada. - Quando tiver um encontro comigo, você...
Não chegou a acabar a frase porque pulei sobre ela e a fiz rolar na cama, usando todo o peso do meu corpo. Defendeu-se um pouco, a princípio, mas logo depois parou de resistir. E, quase imediatamente, senti que também me beijava e abraçava, e me ajudava a tirar a sua roupa. Nunca tinha feito uma coisa assim. (...)Implorei que me desculpasse, disse que aquilo jamais voltaria a acontecer, agradeci a ela por me fazer tão feliz, demonstrando pela primeira vez que também me amava. Então ouvi que estava soluçando e vi seus olhos marejados.
- Meu amor, meu coração, não chore por essa bobagem - acarinhei-a, sorvendo suas lágrimas. - Nunca mais vai acontecer, prometo. Amo você, amo você.
Depois, quando já nos estávamos vestindo, ela permaneceu em silêncio, com uma expressão rancorosa, arrependida de sua fraqueza. Tentei melhorar seu humor, brincando:
- Já deixou de me amar, tão rápido?
Ficou me olhando cheia de cólera, por um bom tempo, e quando falou sua voz era muito dura:
- Não se engane, Ricardito. Não pense que fiz essa cena porque estou caída por você. Nenhum homem me importa muito, e você não é exceção. Mas tenho meu amor-próprio e ninguém me deixa sozinha num quarto de hotel.(...)"
Mario Vargas Llosa - Trecho tirado do livro: Travessuras da menina má
-

Emily Brontë - Trecho do livro: O Morro dos Ventos Uivantes
-





Clarice Lispector - Eu tomo conta do mundo
-

Amo essa cantiga.
''O Rei do gatilho, super bang-bang de Michael Gustav, o homem que atirava em nome da lei. Apavorados com a ausência de kid Morengueira, o mais temível pistoleiro de wichitta, os big shots de Hollywood o convidaram para salvar, a meca do cinema.
Começa o filme com o garoto me entregando
Um telegrama do arizona, onde um bandido de lascar
Um bandoleiro transviado que era o bamba lá da zona
E não deixava nem defunto descansar.
Dizia urgente que eu seguisse em seu socorro.
A diligência do oeste neste dia ia levar
Vinte mil dólares do banco águia de prata
Onde a mocinha costumava me encontrar
'' venha urgente, pois estou morta de medo. só tu poderás salvar-nos.
Beijos
Da tua mary.''
Botei na cinta dois revolveres que atiram
Sem que eu precise nem ao menos me coçar
Assobiei para um cavalo que passava do outro lado
E com o bandido mascarado fui lutar
Senti o peito, nem dei bola pro xerife
Passei direto do saloon, fui me encostando no balcão
Com o chapéu em cima dos olhos nem dei conta
De que o bandido me esparava a traição
''-cuidado, moreira-''
Era um índio meu amigo que sabia
Das intenções do bandoleiro contra mim
E advertia seu amigo do perigo que corria
Devo-lhe a vida, mas isso não fica assim
A essa altura o cabaret em polvorosa
Já tinha um cheiro de cadáver se espalhando
Houve um suspense de matar o hitchicock
E em close-up pro bandido fui chegando
Trecho falado:
"Close-up é quando o camera-man faz de propósito e leva o rosto da gente pra cima do video, aí aparece toda aquelas desgraças feitas pela ação natural do tempo."
Parou o show e as bailarinas desmaiaram
Fugiram todos só ficando ele e eu
Ele atirou, eu atirei e nós trocamos tantos tiros
Que até hoje ninguém sabe quem morreu
Eu garanto que foi ele, ele garante que fui eu
Só sei dizer que a mulher dele hoje é viúva
Que eu nunca fui de dar refresco ao inimigo
Como no filme bang-bang vale tudo
O casamento da viúva foi comigo
Tem um final, mas o final é meio impróprio e eu não digo
Volte na próxima semana se quiser ser meu amigo
Eu de cowboy fico gaiato, mas não fujo do perigo"
O Rei do gatilho - Moreira da Silva
Cantaaaaaaa M o r e n g u e i r a: Moreira da Silva - O Rei do Gatilho
-

Ganhei o jogo?
~*Rebeca*~
boomp3.com

Machado de Assis - Teoria do Medalhão [ Palavras do pai, personagem]
boomp3.com
Graciliano Ramos - Trecho do conto: O relógio do Hospital.
boomp3.com

João Guimarães Rosa - Trecho do conto: Lua-de-Mel

Daniel Pennac - Como um romance

Quero voltar a ser feliz, bem muitão feliz, eu quero, eu.
-

O último livro que li da Martha Medeiros, foi Montanha-Russa. Na livraria esse paquerou comigo e cedi aos encantos. Devorei cada linha rapidamente. Rapidinha mesmo. Cada carta lida, era um sorriso com direito a covinha na bochecha e sereno nos olhos. Prendi o choro na parte de uma carta que uma senhora escreve para o marido que partiu: "Você não precisou passar pelo constrangimento de virar um idoso nesta terra de apressados." Lembrei da minha mãe, pois é. Teve outra carta que amei. A amante escreve para a esposa dizendo: "Não fique assim, sua boba. Aquela porqueira de homem, no fundo, te ama, só não se sente a sua altura, e aposto que ele tem motivos pra isso. Você tão bela, tão cheia de festas e vestidos, você tão erudita, e ele, tão-somente o pagador de contas e o cara que arruma o computador quando enguiça. Duvido que ele seja mais do que isso pra você. E ele merece ser apenas isso. É um covarde. Não serve pra você nem pra mim.(...) Esta carta é apenas para ajudá-la a entender melhor seu super-homem, seu micro-homem, seu amiguinho. É um merdinha(...)". Olha, lavei a alma, sabe por quê? Porque o homem tem que aprender, que a única mulher que valoriza e se preocupa de verdade, sempre será a dele. Também teve a carta do Zé Corninho para a patroa. O cara esculhamba, esculhamba e esculhamba, quando chega no final da carta, escreve: "(...)Eu aguento quase todo balaço que me vem, mas traição de mulher que a gente gosta é desaforo além da conta, tu me deve essa e puxa tuas ave-marias pra eu não te pegar. Traíra, sem-vergonha, meu amor." Sabe quando eu queria um cabra frouxo desse, ainda por cima que chama de ''meu amor''? Nunca! Prefiro uma surra, dessas bem dadas. Só que a melhor de todas, foi uma que Leila escreve dizendo, que não aguenta mais conviver com uma outra mulher, que invade sua mente, seu corpo e vontades: "(...)Tive vontade de quebrar a casa toda. Derrubar os enfeites da cristaleira, quebrar tudo que fosse de vidro, jogar cadeiras pela janela, só pelo prazer do estrondo, mas antes que eu inicie minha carreira de vândala comecei a chorar, e foi um choro tão sentido que você até riu de mim, pensou "hoje ela se entrega, hoje ela cai.", mas eu não caí(...)Você é forte, demônio. Eu também sou. Mas rogo por trégua, jogo a toalha, te peço de joelhos: tome um chá de sumiço, vá dar uma volta, apontar em outra alma, que esta minha já está gasta e não vê graça alguma nas suas provocações. Quero que você me deixe, porque simpatizo cada vez mais com você." Bravo Leilinha, é assim que se faz! Só que imediatamente veio a resposta, dela, pra ela mesma: "(...)Agora que você está mais mansinha, vamos deixar de viadagem e ir ao que interessa. Ao que te interessa. Se quiser que eu tome posse, eu tomo. Te ajudo a quebrar os enfeites da casa, a pegar estradas e não voltar, a se deixar seduzir por trombadinhas. Qualquer problema, você joga a culpa em mim, eu seguro a onda.(...)Há quanto tempo você não se sente mulher? Mulher e demônio são uma coisa só, você sabe. Deixa eu ver este rostinho. Nossa, quanta melancolia neste olhar. Você está perdendo as forças de tanto resistir a mim. E eu nem sou tão malvado assim, garota. Meu papel é apenas de estimular sua liberdade, porque não é possível alguém ser escravo do bom comportamento o tempo todo.(...)Ofereça a si mesma algum resultado. É você mesma que assina. E eu."
Têm várias outras cartas e alguns momentos.
Blim-blom! Ô de casa....
[será o carteiro?]
~*Rebeca*~
-

O Morro dos Ventos Uivantes me pegou de jeito, e sinto que foi amor à primeira vista. Engulo livros ultimamente.
Trecho:
"(...)Nunca verbalizei o amor. No entanto, se os olhos falam, o mais simples dos imbecis poderia ver que eu estava completamente apaixonado. Ela reparou em mim, por fim, e retribuiu os olhares...com o mais doce de todos os olhares que se possa imaginar.(...)"
-

~*Filha da Mãe*~
Clica Aqui: Nani Azevedo - Deus é Fiel
-

Chico Buarque - Um Chorinho
-
Nara Leão, cantou lindamente essa música. Dessa vez, Fernanda Takai com sua voz limitada e gostosa, bate na porta da minha alma pedindo pra entrar. Entra Fernandinha, eu deixo e ainda mostro uns acordes que há muito tempo, aprendi.
Canta Takai:
Zé Kéti e H. Rocha
-

Tava o copo de alumínio cheio de sorvete e eu, assistindo Serginho Groisman. Adoro copo de alumínio bem ariado, e sabe como é, certas manias não mudam. Meus pensamentos andam gordos, e como já falei, ando gorda também. Com isso, todos os meus hábitos continuam gordos. Bem, vendo Fernandinha Young que adoro e saboreando o sorvete de creme, cheio de chantilly e castanha polvilhada, pude perceber que protesto. É, como todos sabem, no Altas Horas tem um quadro que metem o pau protestando. Só que resolvi não protestar contra os outros, resolvi protestar contra mim. Contra a minha pessoa. Contra tantas que sou. Eita pau pereira, eu protesto uma ruma de coisa. Protesto dormir tarde e acordar cedo. Protesto ficar com medo da Dengue. Protesto ser tão chata nas horas tão bacanas. Protesto ser ciumenta e alimentar esse danado. Protesto o Whopper do Burger King ser só de um tamanho e a diferença do pequeno para o grande é a batatinha maior e o copo do refil também. Vixe, já mudei o foco, Burger king tem nada a ver com as "eus" que sei que" somos". Protesto contra a tpm que invade meu humor todos os meses. Na realidade, protesto também, contra minha beleza interior. Ela é linda demais e eu fico com ciúmes.
PRONTO, PROTESTEI!
E VOCÊ, PROTESTA O QUÊ?
~*Rebeca*~
-

"Jamais gostei tanto de ler e pensar. Jamais estive tão viva e feliz ou previ um futuro tão rico. Ah, Jean-Paul, querido Jean-Paul, obrigada."
Simone de Beauvoir - Diário de Beauvoir( 2 - 4 de setembro de 1929)
-

"(...)O que carrego é ainda mais delicado - chama-se sanidade. Preciso defendê-la de tudo e de todos, para mantê-la em mim. Posso vir a comer a mim mesma, só para que ela não escape em delírios.(...)"
Fernanda Young - Tudo que você não soube
-

Amei, amei, amei o livro "O Castelo de Vidro". Quem tiver oportunidade, leia. Deixo aqui, mais um trecho que adorei:
"(...)Eu nunca tinha encontrado um homem com quem gostava de passar nosso tempo juntos mais do que tudo na vida. Eu o amava por toda sorte de razões: ele cozinhava sem ler receitas, escrevia poemas absurdos para as sobrinhas, e sua grande e calorosa família aceitou-me como se eu fizesse parte dela. E, quando eu lhe mostrei minha cicatriz pela primeira vez, ele disse que ela era interessante. Ele usou a palavra "texturizada". Disse que ''macio'' era monótono, mas que ''texturizado'' era interessante, e que a cicatriz significava que eu era mais forte do que aquilo que tinha tentado me machucar."
-

Amanheci com a saudade entupindo o stent que coloquei no peito. Gordura de lembranças, muito toicinho de recordações e aquele aperto sem piedade, sufocando o respirar. Pensa o quê? Do jeito que engulo fritura com óleo de girassol, o sol fica ali, como quem não quer nada, fritando palavras congeladas com caneta azul anil.
Acabou a fritura? Quero palavras recheadas com todas as cores do arco-íris...
...
Palavras bem gordas, per favore!
~*rEBeCA*~
-

Passeando pela internet afora, esse texto fez a diferença:
"Ô meu velho, tá vendo aquela luzinha alumiando lá no fundo? É uma estrela. Estrela bonita. Tem vez que fico aqui pensando com meus botões de onde vêm essas coisas bonitas. Deus? É, eu penso em Deus. Deus criativo esse, né não? Faz cada coisinha no seu lugar, nada mistura com nada. Pensa só se essa estrela braba de bonita cai na cabeça da gente? Tem um Deus lá em cima segurando essas coisas, eu sei. Eu moro na roça há tanto tempo, meu velho. E não me canso de ver essas estrelas aí. Mais bonito é quando vêm os pirilampos e as cigarras. Parece até que eu tô naqueles lugares chiques da cidade, assistindo um espetáculo. Barulhinho bom é o da chuva. Deus deve ter feito a chuva junto com a cachoeira. Não nego não, meu velho: Deus é inteligente demais. Não sei por que diacho Ele veio pra esse mundo nosso. Aqui é uma doidera só. Ficasse no céu, tomando conta da gente. Aí entra a parte bonita da história, meu velho. Bonita feito essas estrelas feitas. Ele desceu no mundo pra nos carregar nas costas. O Filho Dele, que também é Deus, sabe? É dele que tô falando. Quando vejo aquela cruz na igreja, penso logo no sangue despejado inteiro. Engraçado isso, né? Um dia, colocaram Nele uma coroa de espinhos. Hoje Ele tem uma coroa de ouro maciço. É rei. E eu sei que Ele tá ali, atrás dessas estrelas olhando pra gente. Que Deus invisível que nada! Olha Ele ao nosso redor. Eu também não conheci esse tal de Santos Dumont, mas sei que ele inventou o avião. Se eu conheço a criatura, conheço o criador. Ou você acha que caímos do infinito de encontro a essa terra de pó? Seria um destino por demais estranho o nosso: sem saber a origem, sem saber o fim. Escuta! Escuta isso, meu velho. São as cigarras. Logo aparecem os pirilampos e os vaga-lumes. Cê vai ver que coisa mais bonita. E não pense que é coisa à toa não. É Deus falando com a gente. Agora fica queto e ouve. Só ouve..."
Filipe Garcia
-

Sinto um desejo de mudança. Sangue quente, arretada e metida a arrochada. Não é nada agradável ser assim, muito menos ter que manter um padrão de comportamento. Sempre fui cheia de impulsos e nesses impulsionamentos vou construindo minha armadura. Você aí, que está passando pelo pior momento da sua vida, saiba que depende apenas de você fazer o inferno. Nesse momento sou atrevida, e vou com tudo, quero nem saber onde pega o tabefe. Valente que só, eu. Depois vem aquela leveza, aquela sensação de alívio. Sinto vontade de ser mais mansa, mais serena, bem plena, quase uma pena. Até que sou, sabe? Menino, eu deixo toda a delicadeza, no mel, que é meu Néctar da Flor. Lá eu fico toda manhosa, dengosa e deixo até escorregar palavras, que muitas vezes, estão presas. O que seria de mim, da minha personalidade, se não fosse esse aprendizado no sentir? Vou acomodando minhas emoções no quartinho perto da sala.
Porque é na sala do meu pensamento mais livre que transborda meu delírio mais secreto.
~*Rebeca*~
-

"(...) - Gostou? - perguntou.
Fiz que sim com a cabeça.
- Sabe, Cabritinha Montesa, eu ainda me sinto mal de ter feito você abandonar a tua coleção de pedras lá em Battle Mountain - disse - , mas a gente tinha que viajar com pouca bagagem.
- Eu sei. De qualquer maneira era só uma coisa.
- Não sei, não - respondeu. - Cada coisa que existe no Universo pode ser quebrada em coisas menores, até átomos, até prótons. Então, teoricamente, acho que você estava certa. Uma coleção de coisas pode ser considerada uma só coisa. Infelizmente, a teoria nem sempre vence."
Trecho tirado do livro: O Castelo de Vidro.
-

"Percebeu que sim, que era amada e temida, amor adolescente e virgem, retido pelos liames sociais e por um sentimento de inferioridade que o impedia de reconhecer-se a si mesmo.
[Esclarecimento do narrador sobre os sentimentos de D. Severina]
Uns Braços - Machado de Assis
-

"Preciso resistir às idéias estranhas que me assaltam."
Frase tirada do conto: Paulo - Graciliano Ramos.
-

"(...) O mundo inteiro está naquilo que dizemos - e totalmente esclarecido pelo que calamos. Somos lúcidos. Melhor ainda, temos a paixão por lucidez.
De onde vem essa vaga tristeza de depois da conversa? Desse silêncio de meia-noite na casa devolvida a ela mesma? Da perspectiva da louça por lavar? Vejamos... A algumas dezenas de metros daqui - um sinal vermelho - nossos amigos estão presos nesse mesmo silêncio que, passada a embriaguez da acuidade, toma conta dos casais, quando voltam para casa, em seus carros fechados. É como um certo gosto de ressaca, o fim de uma anestesia, uma lenta volta a consciência, o retorno a si mesmo e o sentimento vagamente doloroso de não nos reconhecermos naquilo que estivermos dizendo. (...) Sem dúvida, mais uma noite sacrificada à prática anestesiante da lucidez.
É assim... a gente pensa estar voltando para casa e é para dentro de si mesmo que está voltando.(...)"
Trecho tirado do livro: Como um romance - Daniel Pennac
-

Tenho um filho de 11 anos e esses dias o colégio passou "Alice no país das Maravilhas" como conteúdo para uma prova. Novamente, reli rapidinho e viajei sem tempo certo para voltar. Lebre de Março, tem um tempinho para um chá?
"(...) - Não gastamos Tempo porque o Tempo não é uma coisa. O Tempo é alguém! Aposto que você nunca conversou com o Tempo!
- Acho que não - respondeu Alice. - Quando eu tenho que estudar piano eu marco o Tempo.
- A-há! Está vendo! O Tempo detesta ser marcado. Se você sussurrasse no ouvido dele, ele obedeceria às suas vontades.
- Você consegue fazer isso?
- Infelizmente não - respondeu o Chapeleiro. - Eu briguei com o Tempo em março do ano passado.
- Então é por isso que vocês estão sempre tomando chá! O Tempo parou na hora do chá.
- Que tal mudarmos de assunto? - propôs a Lebre de Março, cutucando o Leirão.
- Acorde, Leirão! Conte uma história para nós."
Trecho do livro: Alice no País das Maravilhas.
-
Calço 35/36, dependendo da forma 35. Sinto 80, dependendo da intensidade 8. Sofro 100%, dependendo da dor 1000...000...e mais outro tanto de bolinhas.
Sou assim, sempre derramo algo em mim. Chororô de saudades, é isso...
...
...
E eu canto:
"...mas tudo passa, tudo passará...e TUDO fica, TUDO ficará..."
Desculpa aí, Nelson Ned. Mudei a letra, porque minhas lembranças são gigantes.
~*Rebeca*~
-

Parte onde o empresário fala das estrelas para o Pequeno Príncipe:
-

- Escolhe a tua estrela favorita - disse ele naquela noite. Ele disse que eu podia ficar com ela para mim. Ele disse que era meu presente de Natal.
- Você não pode me dar uma estrela! - falei. - Ninguém é dono de uma estrela.
- É isso aí - disse ele - Nenhuma outra pessoa tem uma estrela. Basta você declarar que tem antes dos outros, que nem aquele carcamano do Cristovão Colombo, que declarou que a América era da rainha Isabel. Declarar que uma estrela é tua tem a mesma lógica.
(...)
- Quero aquela - falei.
Papai sorriu.
- Aquele é Vênus - disse ele. - Vênus é apenas um planeta bem chinfrim se comparado às estrelas de verdade. Ele parece maior e mais brilhante porque está muito mais perto do que as estrelas. O pobrezinho de Vênus nem produz sua própria luz. É iluminado, não luminoso, só brilha porque reflete a luz. - Ele me explicou que os planetas brilhavam porque a luz refletida era constante, e que as estrelas brilhavam porque a sua luz pulsava.
- Gosto dele mesmo assim - falei. Eu já admirava Vênus, mesmo antes daquele Natal.(...)
- Ora bolas - disse papai. - É Natal. Você pode ter um planeta se quiser.
E ele me deu Vênus.
Trecho tirado do livro: O Castelo de Vidro.
-
P.s.: Essa parte me fez lembrar de uma passagem do Pequeno Príncipe, onde ele visitava o planeta de um empresário. Ele somava todas as estrelas do céu e dizia que era dono. Vou procurar o livro e colocar o trecho no próximo post.
-
"(...)Eu hoje acordei tão só
Oswaldo Montenegro
-

"Quando eu estou sob as luzes
não tenho medo de nada
e a face oculta da lua - que é a minha!
aparece iluminada.
Sou o que escondo - sendo uma mulher
igual a tua namorada
mas o que vês quando me mostro - estrela
de grandeza inesperada.
Musa, deusa, mulher, cantora e bailarina!
A força masculina atrai, não é só ilusão!
A mais que a história fez e faz o homem se destina
a ser maior que Deus por ser filho de Adão.
Anjo, Herói, Prometeu, poeta e dançarino!
A glória feminina existe e não se fez em vão!
E se destina à vida, ao gozo, a mais do que imagina
o louco que pensou a vida sem paixão"
Belchior
Canta conterrâneo poeta: Belchior - De primeira grandeza
-

São 03:50 e o sono das 23:00hs ainda não chegou. Deve ter ficado em alguma esquina, com alguma sirigaita que deu mole. Dou duro e isso não massageia o ego dele. Trago na alma uma dor que é só minha, e tento engolir o choro porque odeio com todas as minhas forças, fraquejar. Sou uma mulher totalmente dependente de sentimentos bons. Injeto na memória lembranças inapagáveis que teimo apagar pra não sofrer.
Quer saber?
REBECAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, VAI DORMIR, MULHER...
...TEU MAL É SONO!!!
~*rEBeCa*~
-
"Se você jurar que me tem amor! Ah, eu posso me regenerar..."
Incrível como um samba de 1930, massageia tão bem uma alma agitada. Relaxo que é uma beleza com essa cantiga de Ismael Silva, Nílton Bastos e Francisco Alves.
Ando saudosa e tudo que balança o pé direito, tá valendo! Com minha mãozinha canhota, mando um bananão pra essa melancolia.
Tristeza, você parece mais essa modinha, sinha malandra.
Malandragem, por obséquio, dá o play: Beth Carvalho - Se Você Jurar
-

Comecei a ler "O Castelo de Vidro" e algumas partes marcaram. Autobiografia da Jornalista Jeannett Walls, com pais nada convencionais e ensinamentos lúdicos, dentro da irresponsabilidade que viviam. Ainda não terminei, mas vou deixar uma parte que achei interessante. Onde Rose Mary, mãe de Jeannett, explica que pra ser forte, tem que lutar.
"(...) Desde a época em que era uma mudinha, ela vinha sendo tão castigada pelo vento cortante que, em vez de tentar crescer buscando o céu, ela tnha crescido na direção que o vento a empurrava. Agora, ela vivia em um estado permanente de soprança-de-vento, tão debruçada para o lado que parecia prestes a tombar, embora, na realidade, as raizes a segurassem firmemente. (...) Um dia, eu vi que uma mudinha de Joshua Tree estava crescendo não muito longe da antiga árvore. Falei para a mamãe que ia protegê-la do vento, e regar todos os dias para que ela pudesse crescer bonita, grande e reta.
Mamãe franziu a testa.
- Você estaria destruindo o que a torna especial. É a luta dela que lhe dá beleza."
Solta o som:
-



















