30 de abril de 2009

A loucura de Nietzsche era de uma sabedoria absurda. Acho que quando olhamos pra qualquer coisa essa coisa olha pra gente, nos refletimos nessa coisa e com certeza sentimos. Perigoso essa de se tornar monstro... a obsessão doentia sempre leva ao desvio de tudo o que é certo e, porque não, errado.
Jota Cê
Dá o play: RONNIE SPECTOR - Be My Little Baby
Jota Cê
Dá o play: RONNIE SPECTOR - Be My Little Baby

Se rasgar em palavras, se encontrar nas próprias palavras. Quando não nos vemos, algo está muito errado, ou muito certo. Se distanciar é bom também e entender nunca foi necessário. Prefiro mil vezes saber que é e ponto... se entendêssemos tudo, não precisaríamos de escrever o que tanto nos atormenta!
Jota Cê
Dá o play: yeah yeah yeahs - bang
Jota Cê
Dá o play: yeah yeah yeahs - bang
29 de abril de 2009

Ei você, que nunca parou para ouvir Odair José e Bartô Galeno, num boteco bem vagabundo, não sabe o que está perdendo. Quando eu era mais nova, não podia ver uma placa de Pepsi que levantava a traseira do carro e bebia cachaça até o dia amanhecer. Diziam na época que meu lado brega era muito aguçado, mas discordo: Eu sou é boêmia, mesmo!
Aumenta o som, meu povo!
Dá o play:
Bartô Galeno - Eu quero
Odair José - Eu Vou Tirar Você Desse Lugar
~*Rebeca*~
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Aumenta o som, meu povo!
Dá o play:
Bartô Galeno - Eu quero
Odair José - Eu Vou Tirar Você Desse Lugar
~*Rebeca*~
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22 de abril de 2009

Esse livro é simplesmente fantástico!
- Sra. White, o grande filósofo chinês Confúcio escreveu uma vez: "Se a linguagem não for usada corretamente, o que é dito não é o que se pretende dizer. Se o que é dito não é o que se pretende dizer, o que deveria ser feito fica sem ser feito; se o que deveria ser feito fica sem ser feito, a moral e a arte serão corrompidas; se a moral e a arte forem corrompidas, a justiça irá deturpar, e se a justiça se deturpar, as pessoas ficarão numa confusão impotente." A senhora concorda com isso?
Ela estava cautelosa.
- Eu concordo que as pessoas deveriam dizer o que querem dizer.
- A senhora acha que os escritores deveriam dizer o que querem dizer quando escrevem sobre sexo?
- Sim. Mas eles podem fazer isso sem usar palavras indecentes. Como as palavras desse livro.
- A senhora poderia ser específica com relação às palavras de Os 7 minutos que ofendem a senhora?
- Bom, eu certamente não vou usá-las.
- Então aponte. Deixe-me ver o que incomoda a senhora. - Ele segurou o livro aberto para ela, e ela se inclinou para frente, examinou as páginas e apontou para as palavras.
- Ótimo, Sra White. Agradeço a sua cooperação. Bom, uma palavra que temos aqui é a palavra "foder", a outra palavra é "fodendo"; a senhora é contra elas?
- Elas são absolutamente sujas.
- A senhora teria ficado mais feliz, Sra White, se o autor tivesse usado eufemismos ou circunlóquios como "eles dormiram juntos", ou "eles ficaram na intimidade", ou "eles fizeram amor"?
- Teria sido melhor. Eu teria entendido do mesmo modo o que ele estava tentando dizer.
- Mas a senhora poderia estar errada. Se Cathleen e seu homem dormissem juntos, ficassem na intimidade, fizessem amor, eles poderiam estar fazendo muitas outras coisas além de simplesmente estar fodendo. - Ele fez uma pausa. - Sra. White, a palavra foder é a única palavra exata para esse ato específico. Não pode ser mal entendida. Uma vez que os eufemismos lhe dão a mesma imagem mental, por que a senhora considera que a palavra precisa é obscena?
- Porque nenhuma pessoa limpa a usa. - Depois acrescentou com triunfo: - Nem mesmo está nos dicionários.
Barret queria que o júri ficasse com ele, por isso decidiu admitir essa última observação.
- A senhora está certa com relação aos dicionários, Sra White. Desde o A Dictionary of the English Language até o Oxford English Dictionary e o Random House Dictionary, em todos eles a palavra "foder" foi considerada tabu e omitida. O Webster's New International Dictionary também deixou a palavra de fora porque, como os editores admitiram francamente, poderia perturbar alguns leitores, provocar controvérsia e prejudicar a obra comercialmente. No entanto, à medida que os homens se tornam mais educados, à medida que o ritmo da vida se acelera e as comunicações precisam se tornar mais precisas, esta palavra vem obtendo aceitação impressa, como muitas outras palavras semelhantes. Eric Partridge, em seu Dictionary of Sland and Unconventional English, a usou e definiu. Sabe qual é a origem da palavra "foder", Sra. White.
- Não.
- Essa palavra tem uma história honrada. Segundo Partridge, a palavra "foder" deriva de uma palavra alemã que significa golpear, bater em alguém, derrubar, e, portanto, é usada como uma expressão de gíria para "copular com". Segundo Lorde Kennet, escrevendo com o pseudônimo de Wayland Young, a palavra deriva por sua vez de palavras gregas, latinas e francesas que têm a ver com dar frutos, feto e felicidade. Portanto: "Nós gostamos um do outro e damos fruto... nós construímos um feto em felicidade e ficamos fecundos." Para fazer isso nós fodemos. De fato, Sra. White, se a senhora fosse familiarizada com Shakespeare, Burns, Joyce ou D.H Lawrence teria se familiarizado com essa palavra muito antes de encontrá-la em Os 7 minutos. De fato, quando O amante de Lady Chatterley foi a julgamento, o jornal The Guardian, de Londres, e o The Observer, de Londres, usaram honestamente a palavra "foder" na matéria impressa. E mais tarde não tiveram de noticiar que qualquer de seus leitores foi corrompido pelo uso da palavra.
[...]
- Sra. White, entenda o contexto da minha linha de questionamento. Eu não estou defendendo que as palavras ásperas ou vulgares devam ser usadas por todo mundo em toda parte.[...]Só estou dizendo que escritores, desde Chaucer a Jadway, deveriam ter a liberdade de usar palavras honestas, palavras exatas, quando estão escrevendo realisticamente, dramaticamente, e tentando ser fiéis aos seus personagens e à sua época. E tudo na privacidade de um livro que as pessoas podem pegar ou largar, ler ou rejeitar como quiserem.
Trecho do livro: Os 7 minutos - Irving Wallace
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- Sra. White, o grande filósofo chinês Confúcio escreveu uma vez: "Se a linguagem não for usada corretamente, o que é dito não é o que se pretende dizer. Se o que é dito não é o que se pretende dizer, o que deveria ser feito fica sem ser feito; se o que deveria ser feito fica sem ser feito, a moral e a arte serão corrompidas; se a moral e a arte forem corrompidas, a justiça irá deturpar, e se a justiça se deturpar, as pessoas ficarão numa confusão impotente." A senhora concorda com isso?
Ela estava cautelosa.
- Eu concordo que as pessoas deveriam dizer o que querem dizer.
- A senhora acha que os escritores deveriam dizer o que querem dizer quando escrevem sobre sexo?
- Sim. Mas eles podem fazer isso sem usar palavras indecentes. Como as palavras desse livro.
- A senhora poderia ser específica com relação às palavras de Os 7 minutos que ofendem a senhora?
- Bom, eu certamente não vou usá-las.
- Então aponte. Deixe-me ver o que incomoda a senhora. - Ele segurou o livro aberto para ela, e ela se inclinou para frente, examinou as páginas e apontou para as palavras.
- Ótimo, Sra White. Agradeço a sua cooperação. Bom, uma palavra que temos aqui é a palavra "foder", a outra palavra é "fodendo"; a senhora é contra elas?
- Elas são absolutamente sujas.
- A senhora teria ficado mais feliz, Sra White, se o autor tivesse usado eufemismos ou circunlóquios como "eles dormiram juntos", ou "eles ficaram na intimidade", ou "eles fizeram amor"?
- Teria sido melhor. Eu teria entendido do mesmo modo o que ele estava tentando dizer.
- Mas a senhora poderia estar errada. Se Cathleen e seu homem dormissem juntos, ficassem na intimidade, fizessem amor, eles poderiam estar fazendo muitas outras coisas além de simplesmente estar fodendo. - Ele fez uma pausa. - Sra. White, a palavra foder é a única palavra exata para esse ato específico. Não pode ser mal entendida. Uma vez que os eufemismos lhe dão a mesma imagem mental, por que a senhora considera que a palavra precisa é obscena?
- Porque nenhuma pessoa limpa a usa. - Depois acrescentou com triunfo: - Nem mesmo está nos dicionários.
Barret queria que o júri ficasse com ele, por isso decidiu admitir essa última observação.
- A senhora está certa com relação aos dicionários, Sra White. Desde o A Dictionary of the English Language até o Oxford English Dictionary e o Random House Dictionary, em todos eles a palavra "foder" foi considerada tabu e omitida. O Webster's New International Dictionary também deixou a palavra de fora porque, como os editores admitiram francamente, poderia perturbar alguns leitores, provocar controvérsia e prejudicar a obra comercialmente. No entanto, à medida que os homens se tornam mais educados, à medida que o ritmo da vida se acelera e as comunicações precisam se tornar mais precisas, esta palavra vem obtendo aceitação impressa, como muitas outras palavras semelhantes. Eric Partridge, em seu Dictionary of Sland and Unconventional English, a usou e definiu. Sabe qual é a origem da palavra "foder", Sra. White.
- Não.
- Essa palavra tem uma história honrada. Segundo Partridge, a palavra "foder" deriva de uma palavra alemã que significa golpear, bater em alguém, derrubar, e, portanto, é usada como uma expressão de gíria para "copular com". Segundo Lorde Kennet, escrevendo com o pseudônimo de Wayland Young, a palavra deriva por sua vez de palavras gregas, latinas e francesas que têm a ver com dar frutos, feto e felicidade. Portanto: "Nós gostamos um do outro e damos fruto... nós construímos um feto em felicidade e ficamos fecundos." Para fazer isso nós fodemos. De fato, Sra. White, se a senhora fosse familiarizada com Shakespeare, Burns, Joyce ou D.H Lawrence teria se familiarizado com essa palavra muito antes de encontrá-la em Os 7 minutos. De fato, quando O amante de Lady Chatterley foi a julgamento, o jornal The Guardian, de Londres, e o The Observer, de Londres, usaram honestamente a palavra "foder" na matéria impressa. E mais tarde não tiveram de noticiar que qualquer de seus leitores foi corrompido pelo uso da palavra.
[...]
- Sra. White, entenda o contexto da minha linha de questionamento. Eu não estou defendendo que as palavras ásperas ou vulgares devam ser usadas por todo mundo em toda parte.[...]Só estou dizendo que escritores, desde Chaucer a Jadway, deveriam ter a liberdade de usar palavras honestas, palavras exatas, quando estão escrevendo realisticamente, dramaticamente, e tentando ser fiéis aos seus personagens e à sua época. E tudo na privacidade de um livro que as pessoas podem pegar ou largar, ler ou rejeitar como quiserem.
Trecho do livro: Os 7 minutos - Irving Wallace
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10 de abril de 2009

A porteira dos sonhos tem tons de quem já viu muitas cores em cada tonalidade pintada, nas geniais ideias que se materializam. Quando pego a esferográfica e escrevo minhas fantasias, é com um tipo de delícia que eternizo devaneios num rabisco. Ilusão que pede água e molha a boca de palavras insistentes. Utopia que gira no salão e deixa a saia rodada mostrar a calcinha do imaginário.
~*Rebeca*~
~*Rebeca*~
Dá o Play:

Suicídio é para quem tem coragem, para quem tem peito de abrir mão de uma vida sabida em troca de um desconhecido. Essa história de nascer com uma predisposição para o suicídio pode até ser, mas se não tiver a coragem nada feito. E se o social, o meio em que o individuo vive, fosse um fator determinante, também, a maioria deles estavam pendurados pelo pescoço em alguma corda por aí a fora. Lógico que a vida em si é a última coisa em que uma pessoa prestes a se matar pensa à fundo... só sei que tem que ter coragem.
Jota Cê
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Jota Cê
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9 de abril de 2009

A falta de respeito na sala de aula é resultado da falta de educação dentro da casa, de cada aluno. É muito fácil culpar professor, que muitas vezes não tem a estrutura devida, para dar uma aula de qualidade. Os pais acham que a escola é que tem o dever de educar os seus filhos, inteiramente, e se livram desse peso sem ao menos parar para pensar nas consequências mais tarde. E pior, pensam que professor é psicólogo, e na maioria das vezes tem que ser mesmo, porque o cenário é triste. Mas não podemos esquecer que a educação primordial tem que vir de casa, com exemplos e conversas, mostrando o certo e o errado, para que o comportamento dentro da sala de aula não seja essa falta de educação e respeito absurda para com um ser humano, no caso o professor, que está ali para dar um conhecimento, para uma vida toda. E tem mais, o professor muitas vezes é execrado, porque a maioria dos pais conseguem ser mais arrogantes que os próprios filhos. Resumindo, a educação, a intolerância e a informação nesse país é de se lamentar!
Jota Cê
Dá o play: Kat Deluna - Whine up
Jota Cê
Dá o play: Kat Deluna - Whine up

Hoje Jota Cê e eu, ficamos conversando sobre livros. Falamos sobre "Mulheres Apaixonadas" de Lawrence, conversamos sobre um livro que estamos lendo "Os 7 minutos" de Wallace e eu muito bestamente, lembrei da minha época de Julia, Sabrina e Bianca. Jota Cê caiu naquela risada e eu fui defender os livros que fizeram minha cabeça naquela época, onde o amor bem príncipe e princesa era escrito nos tempos atuais. Ela magra, bonita, quase sempre vestia camiseta branca, calça jeans e destemida. Ele sempre muito rico, algumas vezes fazia a escolha de morar no campo pra sair da vida corrida da cidade e voltar às raízes. Coisa de adolescente que começa ler escondida da mãe, porque tinha uma certa dose de sexo e minha idade pra ler aqueles detalhes tão picantes não era tanta. Tinha banca que fazia a troca do livro se tivesse em bom estado, tipo um sebo. Saí da Turma da Mônica e fui correndo para os amores de Sabrina, Julia e Bianca. Esse meu lado romântica vem de longe... aiai.
~*Rebeca*~
Dá o play: oasis - she is love
~*Rebeca*~
Dá o play: oasis - she is love

Quanto ao virtual, gosto de pensar que é um mundo onde tudo fica solto, suspenso e que pode ser visto por todos, mas não deixa de ser real, afinal de contas conseguimos tocar tudo com o olhar.
Jota Cê
Dá o play: Damien Rice - Volcano
Jota Cê
Dá o play: Damien Rice - Volcano


Lembro de um tempo em que viver platonicamente era a maneira mais fantástica de vivênciar certas coisas da vida (campo das ideias, ô sofrimento gostoso) e que viver cinicamente era a única saída. Daí quando experimentamos o mundo, percebemos que temos que dar um chute é na acomodação. Mas querer a morte, mesmo que simbolicamente é trágico, cômico seria querer a morte de verdade ou vice-versa. Quanto a merda, estamos todos, mas nada como a luz de uma chuveirada bem forte não resolva.
Jota Cê
Dá o play: Stereophonics - Don't Let Me Down (The Beatles Cover)
Jota Cê
Dá o play: Stereophonics - Don't Let Me Down (The Beatles Cover)
6 de abril de 2009

Mente tímida que descreve o corpo. Mente ousada que toca a alma. Mente aberta que descobre a vida. Mente cheia que encontra paz no vazio.
Jota Cê
Dá o play: fluke - absurd
Jota Cê
Dá o play: fluke - absurd

Enquanto exponho meus pensamentos, a vida me engole e mostra o quanto tem a boca grande e convidativa. Cortinas foram abertas para esse ato da minha vida.
~*Rebeca*~
Dá o play: moulin rouge - Elephant Love Song Medley
~*Rebeca*~
Dá o play: moulin rouge - Elephant Love Song Medley

Meu plano: viver o resto da minha vida nessa noite, como um pobre mortal qualquer, bem ralé.
Escrever, pra que te escrevo?
Jota Cê
Dá o play: David Fonceca - Kiss me, Oh kiss me
[mirabolante]
Escrever, pra que te escrevo?
Jota Cê
Dá o play: David Fonceca - Kiss me, Oh kiss me

!That was the nastiest thing you've ever said to me!
Jota Cê
Dá o play:
NEW FOUND GLORY - (Everything I Do) I Do It for You

Pensamento besta esse que só vive de pensar. Para variar um pouco, essa cartilha nada convidativa, vamos viver cada pensamento, hein, AGORA de preferência! O que é, não sabe mais como que o mundo gira, como a vida pode ser cinza, como a rotina pode ser só uma forma de dizer que essa vida é de merda? Nada disso, ou tudo disso. Resumindo: a terra virou concreto, as árvores viraram prédios, o vento virou poeira, a água não molha mais e o sol, ah!... o sol continua o mesmo, fervendo a mente de quem teima em pensar.
Desabafo, pra que te desabafo?
Jota Cê
-
P.s.: Escrito dia 04/03/2009
Dá o play: Smash Mouth - Cant Get Enough Of You Baby
Desabafo, pra que te desabafo?
Jota Cê
-
P.s.: Escrito dia 04/03/2009
Dá o play: Smash Mouth - Cant Get Enough Of You Baby

amor que de vez em quando chora se sentindo vazio. não existiu diálogo depois de uma discussão silenciosa, existiram gritos alagados de uma saudade daquilo que somos. sinto falta dos nossos jardins cheios de flores. onde o prazer é totalmente saciado, o chamego perde a vez. deixamos de massagear nossas tão queridas palavras e passamos a massagear o ego de um buraco molhado que sempre pede passagem. nem todas as minhas palavras são manuseadas com carinho, mas tento dar a leveza quando o momento pede. hoje eu não quero borbulhar, não quero queimar, não quero chicotear. hoje só quero gotas de sensações molhadas num coração carregado de nuvens cinzas.
~*Rebeca*~
P.s.: Escrevi dia 04/03/2009
Dá o play: Madonna - Beautiful Stranger
~*Rebeca*~
P.s.: Escrevi dia 04/03/2009
Dá o play: Madonna - Beautiful Stranger


Minha ligação com sonhos sempre foi estranha, mas três pesadelos, um em cima do outro, acordando como se meu corpo tivesse saído de seu próprio corpo, me deixou intrigado para tentar pensar sobre eles ou até mesmo fazer aquela analise de sempre; já com a mente fria.
Desde que me entendo por gente tenho essas dores, nunca nada nem ninguém conseguiu dar um jeito nelas. Só que nessa altura do campeonato sonhar que estou indo ver um médico e ele na hora de me dizer alguma coisa, que me salve desse inferno, eu acordar é no mínimo estranho, é no mínimo um aviso, é no mínimo alguma coisa. Será? Mais uma década na dúvida.
Detesto ter esses sonhos com familiares, ainda mais com a pessoa que nos colocou no mundo, ainda mais quando esses sonhos não têm um final feliz, muito menos ainda quando o seu desenrolar não é prazeroso. Sempre fico com aquela angustia no peito e vontade logo de acabar com o maldito do sonho. Mas nem que eu me beliscasse mil vezes eu acordaria, porque esse é o seu propósito. Avisar? Alertar? Amedrontar? Prevenir? Coloca aí tudo ao mesmo tempo, que dá no mesmo no fim.
O cenário: a praia, num dia cinza, muito vento, mar agitado, um corpo de uma mulher, de bruços, dentro da água. Não me lembro se estava sentado na areia, se estava em pé na beira do mar, se estava há meio metro do corpo (num sonho onde se está de espectador de uma cena, fica difícil saber em que hora entro em ação no auge da gastura toda). No ato em que eu queria ajudar e não me movia, no momento em que um homem entrou no mar e retirou a mulher, no instante em que ela é virada e eu me deparando com aquele rosto familiar, nos segundos em que se seguem com a tal técnica, na hora em que ela finalmente respira de novo: o corpo começa aquecer, algo começa a puxar, peito começa a pesar, o ar começa a faltar, a alma começa a doer, a voz começa a se perder, o cérebro começa a acordar e você achando que sonhou; mas não sossega enquanto não tiver notícias.
Eu disse três? Pois é!
Jota Cê
Dá o play: brian adams - here I am
Desde que me entendo por gente tenho essas dores, nunca nada nem ninguém conseguiu dar um jeito nelas. Só que nessa altura do campeonato sonhar que estou indo ver um médico e ele na hora de me dizer alguma coisa, que me salve desse inferno, eu acordar é no mínimo estranho, é no mínimo um aviso, é no mínimo alguma coisa. Será? Mais uma década na dúvida.
Detesto ter esses sonhos com familiares, ainda mais com a pessoa que nos colocou no mundo, ainda mais quando esses sonhos não têm um final feliz, muito menos ainda quando o seu desenrolar não é prazeroso. Sempre fico com aquela angustia no peito e vontade logo de acabar com o maldito do sonho. Mas nem que eu me beliscasse mil vezes eu acordaria, porque esse é o seu propósito. Avisar? Alertar? Amedrontar? Prevenir? Coloca aí tudo ao mesmo tempo, que dá no mesmo no fim.
O cenário: a praia, num dia cinza, muito vento, mar agitado, um corpo de uma mulher, de bruços, dentro da água. Não me lembro se estava sentado na areia, se estava em pé na beira do mar, se estava há meio metro do corpo (num sonho onde se está de espectador de uma cena, fica difícil saber em que hora entro em ação no auge da gastura toda). No ato em que eu queria ajudar e não me movia, no momento em que um homem entrou no mar e retirou a mulher, no instante em que ela é virada e eu me deparando com aquele rosto familiar, nos segundos em que se seguem com a tal técnica, na hora em que ela finalmente respira de novo: o corpo começa aquecer, algo começa a puxar, peito começa a pesar, o ar começa a faltar, a alma começa a doer, a voz começa a se perder, o cérebro começa a acordar e você achando que sonhou; mas não sossega enquanto não tiver notícias.
Eu disse três? Pois é!
Jota Cê
Dá o play: brian adams - here I am

Tenho essa fantasia, não digo sonho porque sonhos algumas vezes se realizam quando a gente muito quer, de paz onde pinto meu horizonte bem distante, quase sem dor alguma, de nenhuma espécie mesmo. Começo desenhando aquele tapete lindo de um verde, nem muito vivo e nem muito morto, um verde meio termo, um verde abacate bem maduro. Mata fechada ou grama bem aparada? Não sei, as duas coisas, mas não ao mesmo tempo. Continuo pintado e olho para cima, aquele céu bem azul, sem nuvem alguma, zero de nuvens. Ergo bem a cabeça para trás e vou girando o corpo em meu próprio eixo e paraliso com o infinito desse azul todo, só saio de um transe para entrar em outro quando me deparo com ele, o amarelo absoluto, o amarelo fogo, o amarelo ardente, o amarelo escaldante, o amarelo que cega. Olho para o sol e faço questão de desenhá-lo bem no meio do meio dia, porque é onde nada tem sombra e onde tudo recebe a luz cortante do astro maior. Volto a olhar para a fantasia desse horizonte e vejo bem lá longe o verde maduro encostando no azul infinito e penso: deve ser lá que está a minha felicidade gritante, deve ser lá que eu posso pintar e bordar, deve ser lá que posso finalmente me jogar daquele abismo e mergulhar naquela suspensão de ar. Mas falta só mais uma coisa nessa pintura de uma fantasia não onírica, falta aquela árvore, do lado direito de quem vê, um pé de qualquer coisa, uma árvore com uma copa bem generosa que o vento insiste em deformar. Fiz o tronco primeiro e me atrapalhei nos galhos, nunca soube desenhar árvores direito, mas até que as folhas saíram do jeito que eu queria. Fantasia feita, desenho pronto, eu nu de minhas ideias, em pé, e finalmente olhando para o meu horizonte sem fim.
Jota Cê
Dá o play: arctic monkeys - Cigarette Smoke
Jota Cê
Dá o play: arctic monkeys - Cigarette Smoke

a vontade quando vem santinha deixa o corpo no inferno com a mente. não sei se conseguiria viver numa paz absoluta se já acostumei com batalhas. é difícil falar de mim, dessa mulher que nunca soube se analisar e por esse motivo deu espaço para o sentir. sinto violentamente todas as perguntas que meu corpo transmite e entro naquele alfa quando recebo todas as respostas, mesmo aquelas indignadas. eu só preciso escrever pra sentir que dessa forma consigo ler aquilo que sou, ou aquela que me tornei. pensamentos vagueiam porque são pensamentos. pessoas que pensam demais, continuam pensando demais e nada fazem no mais. por isso não penso muito e tento viver o lampejo do primeiro pensamento que vem à mente. só que vem a idéia do futuro e não tem como não pensar no futuro demais. quando sou pega pelo medo do amanhã, eu paro de pensar o que pode acontecer e continuo construindo o lampejo que me fortalece com sonhos realizados. tenho plena consciência do efêmero, por isso vivo pra rejuvenescer todos os meus ''agoras''.
~*Rebeca*~
~*Rebeca*~
Dá o play:
manimal - barco do amor

Vontade de escrever eu tenho. Coragem para escrever tenho não. Mergulhar em um abismo de palavras e dizer algo que preste não é difícil. Fácil é achar que se está imerso em meio delas e dizer o que sempre vem sendo dito. Escrevo o que vivencio, detalho o que está na lembrança. Consigo inventar às vezes, mas sempre me apoio na realidade, não tão linear, do real. Brutalmente adornada a esfera que transita entre o que está fora e o que está dentro.
Jota Cê
NERD - Truth or Dare
Jota Cê
NERD - Truth or Dare
5 de abril de 2009

Descobrir o plural dentro da gente só acontece exercitando as várias personalidades para cada momento nosso vivido. E ser vários é a melhor experiência da vida, em se tratando da escrita. Se apaixonar pela arte, não importando qual seja, é uma forma de se render ao sentindo mais profundo das coisas simples...
... o que sou não sei, o que serei tão pouco, mas transitar nessas possibilidades de o ser, é o que me mantém vivo!
Jota Cê
Brian Adams And Barbara Straisand - I Finally Find Someone
... o que sou não sei, o que serei tão pouco, mas transitar nessas possibilidades de o ser, é o que me mantém vivo!
Jota Cê
Brian Adams And Barbara Straisand - I Finally Find Someone
3 de abril de 2009

Na terra do oba-oba, músicas ingênuas fazem a alegria do povo, mas sou da opinião de que rotular as pessoas pelo o que elas ouvem ou vestem, de uma maneira pejorativa, é soar arrogante e ser estúpido de uma forma ou de outra. Acho que todo mundo tem o direito de ouvir e ler qualquer coisa, até mesmo para saber se se encaixa no que é proposto. Minha individualidade respeita muito a individualidade dos outros. Quando vejo pessoas se indignando com o que anda passando em rádios, logo penso que música boa não foi feita para ficar em mídia. Música boa a gente ouve em algum lugar qualquer, vai atrás e fica eternamente para gente. Música das mídias é feita para durar o tempo que dura e só. Música programada serve para divertir, sim, e querendo ou não todo mundo entra no embalo. Querer ouvir tanto uma quanto a outra vai de cada um. E lucra quem pode, se esconde quem tem vergonha, ouve quem gosta e torce o nariz quem acha ruim.
Jota Cê
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Jota Cê
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